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Lea tem 17 anos e veio para atendimento psicológico acompanhada por sua mãe. A mãe relatou ser separada do pai de Lea e que todos têm um relacionamento conturbado. Em sessão, Lea relata desesperança, raiva e pensamentos frequentes sobre morte e suicídio. Sente-se um fardo e incompreendida pela família. Diante da situação, como o psicólogo deve intervir?
A conduta pode variar desde acionamento de serviços de urgência e emergência, quebra de sigilo, envolvimento da família, internação domiciliar até acompanhamento ambulatorial com o número de sessões usuais.
Para manter o distanciamento necessário para análise e conduta terapêutica, o profissional não deve, em nenhuma circunstância, fornecer seu telefone pessoal, mas orientar Lea sobre regulação e suporte para momentos de crise, como contato com Centro de Valorização a Vida (CVV).
O psicólogo deve contar com abordagem multidisciplinar para o caso de Lea, compartilhando saberes e responsabilidades, porém mantendo o sigilo e a confidencialidade, sem referir que se trata de um caso de pensamentos e ideações suicidas.
Após a primeira sessão, o psicólogo deve realizar o Projeto Terapêutico Singular (PTS) com propostas terapêuticas para Lea e sua família, orientando-os a se concentrarem no lado positivo das coisas e que esse momento passará.
A avaliação de risco norteia a conduta clínica. Ela é elaborada pelo psicólogo a partir de análise dos fatores de risco e de proteção e da Avaliação Psicológica. Durante esse processo, não se deve abordar os pensamentos suicidas de Lea, pois a abordagem pode gerar receio, constrangimento, bloqueio de vínculo e encorajamento ao planejamento e ato suicida.