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Imagine que você é psicólogo de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e recebe a ligação do psicólogo de um serviço de Emergência Psiquiátrica. Na ligação, o profissional relata que uma moradora do território de abrangência da sua UBS está internada naquele serviço e que receberá alta em uma semana e gostaria que a Unidade realizasse a continuidade do cuidado. A paciente é Margarida, 34 anos, mora com seus dois filhos, de 10 e 8 anos. Os pais de Margarida são falecidos, e ela tem uma irmã mais velha que mora fora do país há 3 anos. Margarida é divorciada do pai dos filhos. Tem diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar e, sempre que entra em crise, acaba sendo internada. Nessas situações, os filhos ficam com os seus avós paternos, que são a única rede de apoio de Margarida. Nessa semana que antecede a alta psiquiátrica, qual das seguintes intervenções é mais coerente a partir da lógica de atenção psicossocial?
Conversar com os avós dos filhos de Margarida e orientá-los sobre a importância deles no processo de reabilitação da ex-nora, incluindo-os no plano de cuidados.
Buscar contato com a irmã de Margarida, tendo em vista que é o único familiar que ela possui, a fim de responsabilizá-la pelos cuidados da paciente.
Agendar uma consulta psicológica para Margarida para o dia seguinte da alta.
Convocar os avós dos filhos de Margarida para compreender a situação das crianças e alertá-los sobre os riscos de elas voltarem a ficar sob os cuidados da mãe, protegendo, assim, essas crianças.
Encaminhar Margarida para o CAPS, tendo em vista que a complexidade do caso demanda um serviço especializado.