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Cunha (2000) discorre sobre a importância dos aspectos sindrômicos e psicodinâmicos para a entrevista diagnóstica. Sobre esses aspectos, é correto afirmar:
O entrevistador torna-se mais capaz de compreender o sujeito e sua condição ao explorar seus aspectos dinâmicos. Os aspectos sindrômicos, ao contrário, restringem-se ao auxílio na escolha de uma terapia medicamentosa eficaz.
Os aspectos sindrômicos referem-se à descrição de sinais para a classificação de um quadro ou síndrome e os psicodinâmicos visam à descrição e à compreensão da experiência ou do modo particular de funcionamento do sujeito. Estas duas perspectivas são complementares.
O diagnóstico psicodinâmico explora o desenvolvimento precoce e os processos inconscientes, defesas e conflitos predominantes, enquanto o sindrômico procura determinar as situações-problema e examinar os antecedentes que influenciam o comportamento do paciente na atualidade.
O diagnóstico sindrômico restringe-se aos casos de psicose e tem como finalidade principal avaliar a gravidade da crise, pois, nesse caso, torna-se necessário ou imprescindível o encaminhamento para um apoio medicamentoso.
A existência de sinais e sintomas isolados ou subclínicos são suficientes para dar configuração a uma síndrome, mas não são importantes para sugerir uma dinâmica e indicar um modo particular de adoecer.