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Em sua obra “O tempo e o cão”, Maria Rita Khel realiza análises e críticas em relação aos paradigmas da psicopatologia e saúde mental em termos históricos e na contemporaneidade. Sobre a temática, assinale a alternativa INCORRETA.
A medicalização dos comportamentos detectados através das tabelas propostas pelo DSM antes dos estudos diagnósticos vem contribuindo para que estes sejam cada vez mais precisos.
Na contemporaneidade a tristeza é vista como uma deformidade, um defeito moral, “cuja redução química é confiada ao médico ou ao psi”. Ao patologizar a tristeza, perde-se um importante saber sobre a dor de viver.
A patologização generalizada da vida subjetiva possui o efeito paradoxal através da produção de um horizonte cada vez mais depressivo.
A razão da crescente adesão dos adultos à patologização dos distúrbios infantis talvez resida em uma demissão parcial destes em relação a suas responsabilidades pela formação e pelo bem-estar das crianças.