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INSTRUÇÃO: Leia o caso clínico a seguir para responder a esta questão.
Caso clínico:
Paciente: João da Silva, 34 anos, sexo masculino.
Estado civil: solteiro
Profissão: auxiliar de serviços gerais
Data de nascimento: 12/6/1990
Atendimento: RAPS – SUS
Queixa principal: João procurou o CAPS devido a episódios frequentes de angústia, sensação de perseguição e alterações no comportamento. Relata também dificuldades no relacionamento interpessoal e queda no rendimento no trabalho.
Histórico clínico: João é usuário de substâncias psicoativas, principalmente álcool e maconha, há cerca de 10 anos. Relata que começou a beber desde a adolescência devido ao ambiente familiar conturbado. Há 2 anos começou a experimentar crises de ansiedade e inquietação, acompanhadas por delírios persecutórios. Já foi atendido em unidades de emergência e hospitalares, mas não teve seguimento após as altas. Não há histórico familiar de doenças psiquiátricas relevantes.
Avaliação inicial no CAPS: Durante a avaliação clínica realizada no CAPS, João foi entrevistado pela equipe multiprofissional composta por psicólogo, psiquiatra e assistente social. Apresenta quadro sugestivo de Transtorno Psicótico, com uso de substâncias psicoativas. Durante a conversa, ele descreve ideias paranoides, achando que está sendo vigiado por câmeras em seu ambiente de trabalho. Relata dificuldade para manter vínculos afetivos, o que agrava sua sensação de isolamento.
A partir da Política Pública de Saúde Mental do Brasil, está CORRETO o que se afirma em:
A equipe do CAPS deve elaborar, juntamente com o paciente e os seus familiares, um projeto terapêutico singular que inclua ações biopsicossociais.
A equipe deve encaminhar o paciente e os seus familiares para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), para verificação dos direitos socioassistenciais do paciente.
A equipe do CAPS deve responsabilizar os familiares sobre o uso de substâncias psicoativas que o paciente fizer a partir do início da medicação.
A intervenção, no caso do tratamento desse paciente, deve ter foco no uso de medicação para remissão dos sintomas.
Os manejos que envolvem a inserção desse paciente em grupos terapêuticos têm pouca perspectiva de contribuição.