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Na abordagem da Psiquiatria Clássica e na abordagem Psicológica, está implícita a questão dos padrões de normalidade. Embora as duas teorias se diferenciem quanto à concepção de doença mental e suas causas, ambas trazem um critério do que consideram normal, Em oposição a essas abordagens tradicionais da doença mental, surgiram teorias críticas. Sobre a discussão normal x patológico, assinale a alternativa INCORRETA:
A Antipsiquiatria e a Psicologia Social se dedicaram a buscar fora do indivíduo, por exemplo, nas condições de trabalho, nas formas de lazer, na insegurança ce na violência urbana, etc. os fatores desencadeadores ou determinantes do sofrimento intenso do indivíduo ou de sua doença.
Franco Basaglia (1982) afirmou que explicar a doença apenas do ponto de vista orgânico ou exclusivamente do ponto de vista psicológico ou social, trata-se de uma “moda” científica, pois a loucura, como todas as outras doenças, é a expressão das contradições do nosso corpo orgânico e social, ou seja, produto da interação dos níveis biológico, sociológico e psicológico.
Michel Focault em sua obra Doença mental e psicologia (2000) afirmou que a doença só tem realidade e valor de doença no seio de uma cultura que a reconhece como doença.
A abordagem Psicológica encara a doença mental como de origem endógena, tendo inúmeras pesquisas em andamento sobre a química da loucura e as áreas cerebrais relacionadas às funções psíquicas relacionadas aos sintomas, enquanto a Psiquiatria Clássica trata a doença mental como distúrbios da organização psíquica (psicose e neurose) que levam à desorganização do mundo interno do indivíduo.
A questão da normalidade acaba por desvelar o poder que a ciência tem de, a partir do diagnóstico fornecido por um especialista, formular o destino do indivíduo rotulado.