A Psicologia da Libertação, proposta por Ignácio Martín-Baró, surge como uma resposta crítica à psicologia dominante na América Latina, denunciando sua inadequação para atender às necessidades das maiorias populares e seu papel na reprodução da dependência colonial. Sobre os fundamentos e propostas dessa abordagem, marque a alternativa correta.
A Psicologia da Libertação propõe uma abordagem essencialmente individualista, focada na autonomia psicológica do sujeito, desvinculando-se das influências sociais e políticas para garantir a neutralidade científica.
Ignacio Martín-Baró argumentava que a importação de modelos psicológicos das sociedades ocidentais desenvolvidas era fundamental para modernizar a psicologia latino-americana, garantindo maior rigor metodológico e aplicação universal dos conceitos psicológicos.
A proposta da Psicologia da Libertação baseia-se na necessidade de uma nova epistemologia que parta das condições reais das maiorias populares, articulando a libertação individual à libertação coletiva e promovendo umas práxis transformadora.
Influenciada pelo positivismo e pelo cientificismo tradicional, a Psicologia da Libertação defende que a psicologia latino-americana deve priorizar estudos laboratoriais e metodologias quantitativas para alcançar maior legitimidade acadêmica.
Ao rejeitar qualquer influência política, a Psicologia da Libertação mantém um compromisso de neutralidade ética e metodológica, afastando-se de movimentos sociais e da politização da psicologia.