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Durante a entrevista clínica inicial com um paciente encaminhado por sofrimento inespecífico, o psicólogo observa que, após um início verbalmente ativo, o paciente começa a responder de forma lacônica, evitando contato visual e desinvestindo o diálogo. O terapeuta sente certo incômodo com o silêncio e a passividade do outro. Considerando a abordagem de José Bleger, a postura técnica mais apropriada diante desse cenário seria
assumir uma atitude interpretativa moderada, devolvendo ao paciente a hipótese de que o silêncio pode ser uma forma de comunicação indireta de hostilidade reprimida.
preencher os silêncios com explorações neutras sobre a rotina do paciente, criando espaço para reativar o fluxo discursivo sem pressionar diretamente o vínculo.
sustentar o campo vincular em suspensão, acolhendo a opacidade comunicativa como expressão do vínculo ambíguo e preservando a escuta do não dito no silêncio.
registrar a mudança como indicativo de retraimento defensivo e adotar um novo enquadre mais diretivo para conter a ansiedade do paciente e reorganizar a entrevista.
fazer uso do elemento contratransferencial mobilizado pelo silêncio, apontando para o paciente como a falta de colaboração impede a elaboração psíquica.


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