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Em uma organização marcada por controle intenso e exigências de alta produtividade, a psicóloga institucional observa que muitos trabalhadores apresentam comportamentos como ironizar regras internas, criar rotinas próprias para suavizar tarefas e buscar apoio coletivo para lidar com o sofrimento. Outros trabalhadores, entretanto, mostram atitudes de negação do sofrimento, adaptação passiva e esforço para legitimar a ordem estabelecida como natural e inevitável.
Com base na obra Trabalho e Desgaste Mental: o direito de ser dono de si mesmo (Seligmann-Silva, 2022), é correto afirmar que
as atitudes de ironizar e criar rotinas próprias exemplificam práticas de resistência, enquanto a negação do sofrimento caracteriza mecanismos de defesa psíquica.
a busca de apoio coletivo constitui uma forma de defesa contra o aniquilamento por meio da lógica da alienação dentro do desejo do outro.
tanto os comportamentos de ironia quanto os de adaptação passiva caracterizam formas de resistência, pois expressam maneiras de lidar com a pressão organizacional.
a resistência verdadeira implica aceitação consciente da realidade organizacional, buscando sua manutenção para proteger a saúde subjetiva dos trabalhadores.
comportamentos de adaptação passiva e legitimação da ordem organizacional devem ser vistos como formas plenas de resistência transformadora.