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No espectro das condições clínicas de base neurodesenvolvimental, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme delineado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5, configura-se como uma condição multifatorial de origem precoce, cujos sintomas centrais envolvem déficits persistentes na comunicação e interação social, bem como padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses ou atividades. A classificação atual rejeita os antigos subtipos (como síndrome de Asperger e autismo clássico), adotando um modelo dimensional de gravidade e suporte. Considerando a literatura especializada e os critérios diagnósticos contemporâneos, assinale a alternativa que reflete adequadamente o atual entendimento sobre o TEA:
O diagnóstico do TEA fundamenta-se exclusivamente na utilização de biomarcadores genéticos e exames de neuroimagem funcional, que eliminam a necessidade de avaliação clínica comportamental.
A presença de deficiência intelectual constitui condição sine qua non para o enquadramento do diagnóstico de qualquer indivíduo dentro do espectro autista, conforme os critérios atuais.
Comportamentos como ecolalia imediata, insistência em rotinas e movimentos estereotipados são considerados sintomas isolados de quadros psicóticos infantis, não integrando os critérios do TEA.
O Transtorno do Espectro Autista apresenta ampla heterogeneidade clínica e pode ou não estar associado a atraso de linguagem, sendo a necessidade de suporte classificada em três níveis, conforme comprometimento funcional.
O tratamento do TEA, nos moldes contemporâneos, pauta-se unicamente na administração farmacológica, dada a eficácia isolada de psicofármacos na reversão dos déficits de interação social e flexibilidade comportamental.