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A esquizofrenia, no escopo das psicopatologias graves, constitui um transtorno psicótic...

A esquizofrenia, no escopo das psicopatologias graves, constitui um transtorno psicótico crônico cuja etiologia multifatorial envolve predisposições neurobiológicas, fatores psicossociais e disfunções cognitivas. Desde a formulação original de Bleuler (1911), que substitui o conceito de demência precoce proposto por Kraepelin, compreende-se que a esquizofrenia não se define apenas por sintomas produtivos (como delírios e alucinações), mas também por alterações formais do pensamento, embotamento afetivo e disfunções no funcionamento social e ocupacional. O DSM-5 categoriza os sintomas em positivos, negativos, cognitivos e afetivos, reforçando a heterogeneidade do quadro clínico e a necessidade de avaliação funcional abrangente. Com base nesse arcabouço conceitual e diagnóstico, assinale a alternativa que expressa uma manifestação clinicamente típica da esquizofrenia:


A

Presença de delírios de referência e alucinações auditivas imperativas, geralmente acompanhados de retraimento social, embotamento afetivo e ausência de crítica quanto à natureza patológica.


B

Alternância de humor exacerbado com ideação grandiosa e impulsividade desorganizada, associada a quadros de euforia e fuga de ideias, compatíveis com episódios maníacos.


C

Hipervigilância, flashbacks e evitação persistente de estímulos associados ao trauma, frequentemente observados em quadros de transtorno de estresse pós-traumático.


D

Ideação de ruína, autorreferência negativa e sentimentos de inutilidade, com prejuízo leve da funcionalidade global, compatível com episódios depressivos unipolares.


E

Presença de obsessões de contaminação, seguidas por rituais de verificação e limpeza compulsiva, indicadores de transtorno obsessivo-compulsivo com insight parcial.