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A Terapia Sistêmica Familiar, ancorada nas epistemologias da complexidade e da cibernética de segunda ordem, concebe o sujeito como um elemento relacional constituído nas tramas comunicacionais e estruturais do sistema familiar. Autores como Minuchin (1974) e Haley (1993) postulam que sintomas individuais frequentemente operam como metáforas dos impasses relacionais vivenciados pelo grupo familiar, refletindo fronteiras difusas ou excessivamente rígidas, alianças patológicas e padrões de lealdade invisível. O terapeuta, nesse contexto, atua como agente catalisador de reorganizações estruturais e comunicacionais. Com base nesse referencial sistêmico-estrutural, assinale a alternativa que expressa adequadamente a lógica interventiva da abordagem:
O foco terapêutico está centrado na modificação dos esquemas disfuncionais internalizados, desconsiderando os arranjos relacionais e as dinâmicas vinculares do núcleo familiar.
A atuação clínica restringe-se à análise das pulsões inconscientes e dos conflitos edipianos, considerados causadores primários dos sintomas apresentados pelos membros da família.
O terapeuta intervém estrategicamente nas sequências de interação entre subsistemas familiares, promovendo reestruturações de fronteiras, redistribuição de papéis.
A escuta clínica está voltada exclusivamente para o relato verbal do membro identificado como sintomático, sem interferência nas relações sistêmicas ou comunicação não verbal do grupo.
A abordagem sistêmica rejeita qualquer intervenção direta sobre o sistema, limitando-se a observações externas e relatórios técnicos fundamentados em classificações nosológicas.