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Numa leitura institucionalista, postula-se que há uma certa similitude entre a Psicologia, com suas teorias, práticas e efeitos, e a Assistência Social, enquanto uma instituição complexa, também produtora de realidade social. Sobre as interfaces da Psicologia e da Assistência Social, é correto afirmar:
O papel da Psicologia na Assistência Social é de psicologização da vida cotidiana, do que é eminentemente social, terapeutizando a vida social na direção da instauração e consolidação de uma cultura psicológica.
A relevância da Psicologia na Assistência Social é a instauração de uma clínica psicoterapêutica, num viés adaptativo, corretivo e vigilante.
A Psicologia na Assistência Social contribui para a produção social da cidadania, para a defesa de direitos e nas implicações ético-políticas do trabalho da(o) psicóloga(o), na compreensão de que o sofrimento psíquico advém de contextos subjetivos e também de atravessamentos outros, de cunho social, cultural, econômico, territorial e outros.
O trabalho da(o) psicóloga(o) numa unidade de Assistência Social deve prestar-se a um papel mistificador, psicologizando questões políticas, localizando-as em traços de personalidade e de interioridade psíquica.