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Ao se avaliar o impacto dos fatores de risco para suicídio sobre o indivíduo, é preciso compreender que esses fatores têm intensidade e duração diversas e exercem seu poder em diferentes fases da vida dessa pessoa. Assim, a interação entre acontecimentos que ficaram no passado distante (fatores de risco predisponentes) e eventos mais recentes (fatores de risco precipitantes) deve ser considerada quando ocorre uma tentativa de suicídio ou um suicídio.
BOTEGA, N. J. Crise suicida: avaliação e manejo. Porto Alegre: Artmed, 2015 (adaptado).
Considerando as informações do texto, assinale a opção que apresenta um caso de interação de fatores de risco predisponentes e precipitantes, após tentativa de suicídio.
Jovem de 19 anos, comportamento impulsivo, agressivo e autodestrutivo; humor instável; dificuldades para enfrentar situações estressantes e baixa tolerância à frustração; presença de transtorno psiquiátrico na família.
Mulher de 28 anos; mora com a mãe; diagnóstico de esquizofrenia com sintomas positivos desde os 21 anos; hospitalizações anteriores; retraimento social persistente.
Homem de 35 anos, ingeriu doses de vários medicamentos que encontrou em casa; duas tentativas prévias de suicídio por ingestão de medicamentos; pensamentos, sentimentos e ações restritivos e inflexíveis.
Mulher de 46 anos, relato de maus tratos e violência sexual na infância; ambiente familiar disfuncional; rede de apoio social empobrecida; relacionamentos anteriores conflituosos e violentos.
Homem de 57 anos, histórico de depressão crônica e recorrente; uso abusivo de álcool; não adesão anterior à medicação e psicoterapia; recebeu diagnóstico de infecção por HIV há algumas semanas e não contou para a família.