A psicologia social clássica investigou os processos de conformidade e obediência em contextos de influência grupal. Solomon Asch (1951) demonstrou que indivíduos podem alterar seus julgamentos perceptivos para se alinhar à maioria, enquanto Stanley Milgram (1963) evidenciou a submissão a figuras de autoridade mesmo diante de dilemas morais. Esses achados inauguraram uma tradição crítica sobre o poder das normas sociais e das hierarquias institucionais. À luz dessas pesquisas, conclui-se que:
A obediência decorre de traços de personalidade autoritária, independentes das circunstâncias situacionais e do contexto social imediato.
O comportamento de conformidade reflete a internalização autônoma de valores morais e a resistência à pressão social normativa.
As condutas de obediência e conformidade emergem de processos situacionais, demonstrando a força do contexto sobre a ação individual.
A influência social é reduzida quando o grupo é numeroso e o sujeito percebe a unanimidade como sinal de erro perceptivo coletivo.
A resposta conformista é mantida exclusivamente por reforçamento externo e punição, sem mediação cognitiva ou emocional.