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Uma equipe de servidores de um órgão público relatou que, após a implantação de um sistema de controle de produtividade extremamente rígido, seus membros passaram a atuar sob intensa pressão por resultados numéricos. As tarefas tornaram-se altamente prescritivas, sem possibilidade de adaptação, e os servidores afirmaram que não podiam “fazer do seu jeito”, não conseguiam “resolver imprevistos” e não havia tempo “para conversar com os colegas sobre as dificuldades reais da atividade”. Observou-se entre os membros da equipe aumento de irritabilidade, além de isolamento e sensação de incapacidade.
Nessa situação hipotética, evidencia-se, segundo a psicopatologia do trabalho,
o fortalecimento do coletivo de trabalho, pois o isolamento favorece a solidariedade e consolida normas informais de cooperação.
a ampliação de estratégias defensivas coletivas, que favorecem a cooperação e reduzem o impacto do sofrimento.
a prevalência do sofrimento criativo, já que os servidores conseguem neutralizar a prescrição e encontrar novas formas de realizar a atividade.
a intensificação da mobilização subjetiva, pois o sistema rígido estimula a equipe a exercitar maior liberdade na gestão de imprevistos.
o risco de sofrimento patogênico, uma vez que a supressão da margem de manobra impede os servidores de recriar a atividade diante do real.