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Leia os textos a seguir.


Texto 1


Feminicídio: quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil


Foram 1.459 vítimas em 2024; Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades com maior quantidade de vítimas no período


Quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, de acordo com o Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado nesta quarta-feira (11). De acordo com os dados, o número de feminicídios no Brasil teve aumento de 0,69% em relação a 2023. Ao todo, foram 1.459 vítimas em 2024, contra 1449 em 2023. O Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo Governo Federal, mostra que a cada 100 mil mulheres, 1,34 caso foi registrado. Este número se manteve pelo segundo ano consecutivo. Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades com maior quantidade de vítimas no período. Desde 2020, verifica-se um crescimento gradual no número absoluto de feminicídios no país. Os dados apontam 1.355 vítimas em 2020, 1.359 em 2021, 1.451 em 2022, 1.449 em 2023 e 1.459 em 2024. A Região Centro-Oeste manteve a maior taxa de feminicídios do país, com 1,87 caso por 100 mil mulheres em 2024, superando a média nacional. Em contraste, a Região Sudeste apresentou a menor taxa, com 1,16 caso por 100 mil mulheres, embora tenha concentrado o maior número absoluto de vítimas, com 532 registros.


Maior número de estupros nos últimos 5 anos


Segundo o mapa, houve um aumento significativo nos casos de estupro em 2024. Em 2020, o registro foi de 66.056 vítimas, já em 2024 o número chegou a 83.114, representando um aumento de 25,80% nos últimos cinco anos. Segundo o levantamento, esse número resulta em uma média de 227 estupros por dia no ano de 2024. Em 2023, foram contabilizados 82.204 casos, o que representa 38,83 casos a cada 100 mil habitantes. Já no ano passado, os números registrados foram de 79.741 vítimas, com a taxa de 37,82. Os estados com os maiores aumentos percentuais de vítimas entre os anos e 2023 e 2024 foram: Paraíba com o aumento de 100% dos casos, seguido pelo Amazonas com 42,91%, o Amapá com 35,95%, Tocantins com 34,84% e, por fim, o Rio Grande do Norte com 34,32%.


Assassinatos


O número de homicídios dolosos em 2024, independentemente do gênero, foi de 35.565 vítimas em 2024, contra 37.754 em 2023. O número representa uma redução de 6,33% em relação ao ano anterior. Em média, 97 pessoas foram assassinadas por dia no ano passado. Desde 2020, observa-se uma trajetória de queda contínua nos registros desse tipo de crime. No ano de 2020, o país atingiu o maior número da série, com 42.034 homicídios.


BERTOLACCINI, Ana Julia. Feminicídio: quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil. CNN Brasil, São Paulo, 11 jun. 2025. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/feminicidio-quatro-mulheres-sao-assassinadas-por-dia-no-brasil/\. Acesso em: 24 nov. 2025.


Texto 2


Rede de Atenção e Proteção à Mulher (RAPM)


Psicólogas e psicólogos, ao atuarem em situações de violência contra a mulher sob a perspectiva do trabalho em rede, serão bastante beneficiadas(os) se conhecerem a RAPM de suas respectivas comunidades, se está organizada ou ainda informal. Transversalmente, a RAPM sofre influência de forças e tensões que se iniciam desde o nível proximal (como na atuação entre psicóloga(o) e mulher em situação de violência), perpassando estágios intermediários (como, por exemplo, a natureza da articulação entre distintas instituições que compõem a RAPM), chegando aos chamados determinantes histórico-políticos, que produzem subjetividades, instituições e culturas através do tempo, podendo fortalecer ou dificultar as ações nos demais níveis de atuação profissional.


CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (Brasil). Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência. 2. ed. São Paulo: GM Editorial; Brasília: CFP, 2024. 199 p. ISBN: 978-65-984864-2-6. Disponível em: www.cfp.org.br. Acesso em: [Acesso em: 24 nov. 2025.].


É fundamental organizar um fluxo intersetorial e multiprofissional de atendimento às mulheres em situação de violência, com a definição de encaminhamentos, prioridades e pactuações sobre as responsabilidades de cada serviço que compõe a rede. Com base nas diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), apresente as etapas necessárias para a elaboração de um fluxograma de atendimento da Rede de Atenção e Proteção à Mulher (RAPM), explicitando as possibilidades de atuação da Psicologia nesse processo.


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