Sobre as transformações sociais, teóricas e epistemológicas que têm levado a novas possibilidades de intervenção psicológica da Psicologia Escolar no Brasil, é correto afirmar que:
A atuação dos psicólogos vinculados ao contexto escolar, durante a evolução deste campo de atuação, nunca esteve fortemente focalizada no diagnóstico, atendimento, orientação e intervenção em relação aos problemas emocionais, de aprendizagem e de comportamento.
Uma concepção mais ampla da Psicologia Escolar vem se fortalecendo, de forma uníssona, sem polêmicas, sem dúvidas e sem controvérsias, à medida que, dentro da própria Psicologia, vão se consolidando novos enfoques teóricos e epistemológicos.
Os novos enfoques teóricos desconsideram o indivíduo como parte de sistemas relacionais constituídos cultural e historicamente, porém reconhecem a complexidade das práticas sociais das quais a educação constitui uma expressão.
As mudanças de paradigma na atuação da Psicologia Escolar têm sido fortemente influídas pelo debate crítico, iniciado na década de 80, em relação às formas de atuação orientadas por um modelo clínico-terapêutico que não corresponde às demandas que a realidade social coloca à Psicologia.