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Segundo Alda Britto da Motta (In: Minayo e Coimbra, 2011), a modernidade capitalista construiu uma visão segmentar das idades: periodiza as gerações, constrói e ‘desconstrói’ idades. No caso da velhice, afirma-se constatar que
há uma integração social/natural mais explícita na concepção da velhice, na medida em que a baixa expectativa social reflete o menor vigor natural do idoso.
a modernidade ocidental ainda vê a velhice sob o prisma da natureza e atribui ao velho um lugar no qual a individualidade deixa de existir.
a construção social da velhice oferece, à mulher, o lugar de avó transmissora de cultura, e, ao homem, o de aposentado desocupado.
essa lógica é subvertida no conceito de “melhor idade”, cujos membros são valorizados por conta do seu dinamismo e potencial consumidor.
a concepção de velhice se desvinculou dos processos degenerativos, porque os cuidados de si abrem a perspectiva de superação das limitações do envelhecimento.