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A assistência ao idoso deve contemplar as representações sociais que se tem sobre estes usuários de saúde. As representações sociais são “[...] um conjunto de conceitos, afirmações e explicações originadas no cotidiano, no curso de comunicações interindividuais. Elas são equivalentes, em nossa sociedade, aos mitos e sistemas de crenças das sociedades tradicionais; elas podem até mesmo ser vistas como uma versão contemporânea do senso comum" (MOSCOVICI, 1981, p.181 apud VELOZ; NASCIMENTO-SCHULZE; CAMARGO, 1999, p. 2).
Sobre a análise das representações sociais de idosos, acerca destes seus momentos de vida, é correto afirmar que
se observa, neste grupo populacional, a prevalência da percepção de onipotência de si, frente ao mundo, marcado pela funcionalidade do corpo.
há ainda uma forte crença de que o processo de envelhecimento é marcado por perdas de laços familiares, de atrativos físicos, de reconhecimento social e da capacidade laboral.
se percebe uma linearidade das representações sociais de idosos sobre si, já que os achados são bastante equivalentes e fortemente permeados pela perda da criticidade padrão.
é possível identificar um sistema de crenças complexo sobre o envelhecimento, em que a maioria dos idosos compreende este momento como sobreposição dos ganhos às perdas.
a representação do envelhecimento a partir da dimensão de perdas é retrógrada, uma vez que os avanços tecnológicos em saúde conseguiram reverter as doenças mais prevalentes.