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[...] em essência a prática nos CAPS é um embate entre a tradição e a invenção, a construção do novo na negação do velho; ou ainda, a construção diária de outro paradigma para o cuidado com a loucura que insere entre seus recursos e como condição preliminar para o tratamento, a cidadania de quem é cuidado e de quem cuida. (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, p. 93, 2013).
Sobre o cuidado e os tratamentos ofertados pelos serviços substitutivos da rede de atenção à saúde mental NÃO é verdadeiro que:
Os serviços substitutivos precisam ofertar espaços, possibilidades de convívio e de sociabilidade da cidade com a loucura.
Devem desenvolver estratégias que questionem à exclusão, o preconceito e a segregação que historicamente vem sendo destinada à loucura.
O trabalho desenvolvido em Rede e em território torna-se imprescindível quando se tem por objetivo posicionar-se contra os princípios e propostas antimanicomiais.
O cuidado comprometido com a reforma psiquiátrica antimanicomial se contrapõem à lógica que apresenta a exclusão como tratamento para a loucura.
O consentimento com o tratamento, a participação do usuário nos serviços, o trabalho em equipe e o funcionamento com portas abertas são exemplos que denotam a construção de estratégias de cuidado pautadas na ética e na autonomia do sujeito.