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A técnica dos grupos operativos começou a ser sistematizada por Pichon-Rivière. Para ele o profissional deve instrumentar os integrantes dos grupos para uma prática de transformação de si, dos outros e do contexto em que estão inseridos (Bastos, 2010).
É correto afirmar sobre grupos operativos que:
A mudança é importante, mas não é o objetivo primordial em grupos operativos. O primordial é que os integrantes assumam diferentes papéis e posições frente à tarefa grupal.
A técnica de grupo operativo pressupõe: a tarefa explícita, a tarefa implícita e o enquadre (o tempo, a duração, a frequência, o coordenador e o observado) que são fixos.
A presença e intervenção do coordenador é para evitar indagações e problematizações e estabelecer articulações entre as falas e os integrantes, direcionando sempre o grupo para a tarefa comum.
Grupos operativos têm caráter terapêutico porque seus integrantes têm oportunidade de pensarem, falarem de si, elaborarem melhor suas próprias questões. Assim, grupos terapêuticos são denominados também grupos operativos.
Seus encontros, necessariamente, têm direcionamento para temas específicos. A escuta é provocativa, uma vez que o coordenador escuta e devolve o que escuta para os integrantes, fazendo os integrantes escutarem sua própria fala.