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Considere o seguinte trecho retirado de Psicologia e Saúde Coletiva (Florianópolis: Tribo da Ilha, 2011, p. 90) e responda as questões 52 e 53: “No trabalho que realizamos com Círculos de Cultura [com base na Educação Popular de Paulo Freire] em um grupo de tratamento ao tabagismo, por exemplo, uma usuária, após se informar melhor sobre o cigarro e o vício, e discutir com o coordenador do grupo e com outros usuários a respeito do assunto, decidiu que iria continuar fumando, e parou de se sentir culpada por isso. Naturalmente não é o resultado esperado por um profissional de saúde num grupo desse tipo, mas o usuário realizou uma reflexão crítica e terminou em um lugar diferente de onde havia começado o grupo. Devemos insistir que ele está errado e deve parar de fumar, porque nós, detentores do saber, sabemos que fará mal para sua saúde? Deixamos a questão aberta à reflexão”.
Assinale a afirmativa INCORRETA:
A usuária goza da substância psicoativa para além do amor à vida, à moda dos toxicômanos.
O coordenador do grupo, na condição de profissional de saúde pautado na vida como valor, frustra-se com a escolha inesperada da usuária.
As coordenadas da intervenção descrita se articulam à lógica da redução de danos.
A emancipação da usuária implica o respeito à sua escolha pela repetição, em detrimento da mudança.
O maior efeito terapêutico do grupo consiste em que a usuária, após sua participação nele, passou a gozar mais livremente da substância psicoativa.