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A organização do espaço hospitalar permitiu o estabelecimento do protagonismo do médico nesse ambiente, bem como a estruturação racionalizada de procedimentos e classificações patológicas que integram a proveniência da clínica médica. Em relação à medicina mental, a organização do espaço hospitalar, além de permitir as elaborações semiológicas, ganha outras proporções e o próprio internamento se passa a se constituir como procedimento terapêutico. Considerando as análises de Michel Foucault é CORRETO afirmar:
Com a organização do espaço e do internamento asilar, a doença mental, presente em todas as culturas, finalmente ganha bases mais científicas, embora o internamento tenha sido questionado posteriormente.
A medicina mental ganha a base científica da bacteriologia que permite definir mais precisamente as doenças mentais.
A loucura ganha status de doença mental, embora a semiologia e o tratamentos propostos mantenham claras bases e efeitos morais.
A loucura, que sempre foi vista como doença na cultura ocidental, padece ainda de uma fragilidade científica em suas classificações.
Historicamente a loucura nem sempre era vista como doença e fazia parte da vida social de diversos modos, apenas ao final do século XIX foram descobertas suas características que permitiram defini-la mais precisamente como patologia.