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No artigo Gêneros e os sentidos do trabalho social, Curado & Menegon apontam que, a partir dos relatos e da discussão dos participantes da pesquisa, é possível observar que suas estratégias de empoderamento estão mais ancoradas em laços afetivos (família, amigos, colegas) e, em que pese sua positividade, não alteram o valor salarial nem aumentam o poder político dessa atividade. Ou seja, não se trata de um empoderamento com ampliação de oportunidades de acesso aos bens e serviços. Ao compreender que as relações de gênero são formas de dar sentido às relações de poder, observa-se que a naturalização do feminino no trabalho social está relacionada à desvalorização, à não monetarização e à não profissionalização existente nesse trabalho. Considerá-lo como extensão da mulher e de sua função reprodutiva é retirar o que há de humano e cultural dessa atividade, posicionando-a na esfera da natureza, que dispensa valor social e, por isso, não é considerada como moeda de troca. Tendo o texto acima como referência inicial, assinale a alternativa correta.
Retirar o que há de humano no trabalho social é uma forma de se garantir menores salários para essa função.
Dar sentido às relações de poder é uma forma de reverter a condição inferior da mulher e proceder a uma troca de posição com o opressor.
As estratégias de empoderamento estão mais ancoradas em laços afetivos em função de as mulheres terem o afeto como a principal estratégia de enfrentamento nas relações de trabalho.
O trabalho social ganha um viés de cuidado e, como tal, a função de trabalho tem perfil historicamente feminino. Por isso, sofre desvalorização, baixos salários e desprofissionalização.
O trabalho social é eminentemente feminino, pela vocação natural das mulheres com o cuidado.