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A Bioética surge nos anos 70 do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, como uma for...

A Bioética surge nos anos 70 do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, como uma forma de abordar questões cruciais da vida e da morte, diante de um acelerado desenvolvimento científico e tecnológico. Esses avanços científicos, principalmente nas questões genéticas e nas novas técnicas de prorrogação da vida, trouxeram à tona novos problemas éticos e morais. Em países menos desenvolvidos, no entanto, velhas questões de saúde pública, como, por exemplo, ausência de saneamento básico para grandes áreas populacionais, ainda não foram solucionadas e configuram dilemas éticos importantes, que dificultam ao cidadão o usufruto dos valores da autonomia e da cidadania e o acesso à igualdade de condições básicas de saúde. Essa disparidade nas condições sociais determina que a Bioética


A

deve ater-se a cuidar apenas dos novos dilemas provenientes do desenvolvimento técnico-científico.


B

seja contemplada, nos países em desenvolvimento, com recursos para pesquisas com foco nos avanços tecnológicos.


C

deve evoluir, progredindo para um paradigma de novas e mais amplas questões éticas, expandindo seus conceitos teóricos e práticos e propondo uma reordenação moral e ética, tanto das posturas individuais como das governamentais locais e internacionais, na busca de equidade em saúde.


D

ofereça orientações para que os países em desenvolvimento resolvam urgentemente os seus problemas de saúde pública e possam, a partir daí, tomar parte na ampla discussão internacional dos paradigmas dessa ciência.


E

não deve englobar outras questões de saúde que não aquelas referentes aos grandes avanços tecnológicos diante da terminalidade da vida, garantindo, assim, a evolução de seus conceitos.