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Palombini afirma que o acompanhamento terapêutico, no contexto da reforma psiquiátrica em curso, torna-se uma função emblemática da mistura e do contágio das disciplinas psi com o espaço e tempo da cidade. Assim, pelo estudo da autora e pela alusão acima, podemos asseverar que:
Uma política de saúde mental que propõe a construção de uma rede de serviços substitutivos ao manicômio não pode se sustentar hoje em dia, pelas dificuldades impostas ligadas às características das grandes cidades.
Os asilos devem ser mantidos como espaços em que a experiência da loucura requer ser acompanhada. Nesse contexto, o acompanhamento terapêutico torna-se uma função totalmente acessória.
Em nenhum momento sustenta-se que o acompanhamento terapêutico configura-se em uma das estratégias clínico-políticas requeridas pelo processo de desinstitucionalização da loucura.
Uma das ideias centrais é a de que o acompanhamento terapêutico possa funcionar como mais uma ferramenta, um dispositivo, numa clínica que se faz a céu aberto, em decorrência da reforma psiquiátrica e da desinstitucionalização.