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No ambulatório de avaliação psicológica pré-transplante renal, uma paciente de 35 anos de idade passa por entrevista psicológica acompanhada pelo esposo. A paciente relata que perdeu a função renal há cerca de 3 anos, em função de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e que desde então realiza hemodiálise, iniciando com hemodiálise três vezes por semana em clínica conveniada com o Sistema Único de Saúde (SUS), e posteriormente com diálise peritoneal realizada em domicílio. A paciente queixa-se de mudança na dinâmica familiar depois do adoecimento, sente-se falha em relação ao cuidado com os filhos (dois filhos, de 6 anos e 9 anos), informa queda na libido e pouco contato físico com o esposo que por sua vez mostra-se bastante envolvido e colaborativo com o tratamento da paciente, diz estar cansado, mas esperançoso em relação a uma oportunidade de transplante e possível melhora em nível de qualidade de vida da família em geral.
Acerca do exposto, julgue os itens a seguir.
A entrevista psicológica com a família tem como objetivos: investigar as mudanças ocorridas no cotidiano após o problema renal; tomar conhecimento das reações da família ante o problema renal e o transplante; saber quais restrições o paciente sofreu com o problema renal e quais as vantagens (se houver) em tê-las; saber se existe conhecimento e fantasias a respeito do processo cirúrgico e cuidados pós-operatórios; observar o interesse da família na realização do transplante.
Certo
Errado