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Leia o texto para responder as questões 01, 02, 03, 04, 05 e 06.
Relato
Em Santos, onde morávamos, minha mãe me lia histórias, meu pai gostava de declamar poesias. Foi em algum momento do ginásio – por volta do que hoje seria a sexta ou sétima série – que li de começo a fim um romance: Inocência, de Taunay, é minha mais remota lembrança de leitura de um romance brasileiro. Livro aberto nos joelhos, afundada de atravessado numa poltrona velha e gorda, num quartinho com máquina de costura, estante de quinquilharias e uma gata branca chamada Minie.
Até então, leitura era coisa doméstica. Tinha a ver apenas comigo mesma, com os livros que havia na estante de quinquilharias de meu pai e com os volumes que avós, tias e madrinhas me davam de presente. No cardápio destas leituras, Monteiro Lobato, as aventuras de Tarzan, os volumes da Biblioteca das Moças. O sítio do Pica Pau Amarelo, as florestas africanas, castelos e cidades europeias constituíam a geografia romanesca que preenchia meus momentos livres.
Mas um dia a escola entrou na história. Dona Célia, nossa professora de português, mandou a gente ler um livro chamado Inocência. Disse que era um romance. Na classe, tinha uma menina chamada Maria Inocência. Loira desbotada, rica e chata. Muito chata. Alguma coisa em minha cabeça dizia que um livro com nome de colega chata não podia ser coisa boa.
Foi por isso que com a maior má vontade do mundo comecei a leitura do romance de Visconde de Taunay, de quem eu nunca tinha ouvido falar: visconde, para mim, era o de Sabugosa. Fui lendo a frio, sem entusiasmo nenhum.
O presságio da chatice confirmava-se, até que apareceu o episódio das borboletas. Aí me interessei pelo livro: um alemão corria caçando borboletas e depois dava a uma delas o nome da heroína do livro.. Gostei. Não muito, mas gostei. E passei a olhar o nome das borboletas com olhos diferentes: alguma delas seria a papiloinnocentia da história? [...]
(Marisa Lajolo. Como e por que ler o romance brasileiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. p. 15-7.)
Uma prefeitura abriu um processo seletivo simplificado disponibilizando 630 vagas para diversos cargos distribuídas da seguinte forma:
⇒ 61 para pessoas com ensino superior;
⇒ 73 para pessoas com ensino médio;
⇒ 31 para pessoas com ensino fundamental e
⇒ o restante das vagas para pessoas com necessidades especiais que tenham o ensino fundamental
Os salários serão pagos de acordo com a tabela a seguir:
Ensino Superior | Ensino Médio | Ensino Fundamental | Necessidades Especiais |
R$ 5.300,00 | R$ 3.500,00 | R$ 2.300,00 | R$ 2.300,00 |
Sabe-se que nessa prefeitura, possui uma limitação orçamentária mensal de R$ 2.086.000,00 para essa contratação, e foi colocado como norma que o total de despesas com salário dos novos funcionários com necessidades especiais não pode ultrapassar R$ 101.200,00. De acordo com as informações apresentadas, para cumprir a norma, a prefeitura
aumentará a quantidade de vagas para pessoas com necessidades especiais.
manterá a quantidade destinada de vagas para pessoas com necessidades especiais.
diminuirá 1 vaga para pessoas com necessidade especiais para se adequar à norma.
diminuirá 2 vagas para pessoas com necessidade especiais para se adequar à norma.