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As teorias das Relações Públicas evoluíram de abordagens essencialmente instrumentais, centradas na divulgação e na manutenção da imagem para perspectivas mais complexas, que contemplam dimensões estratégicas, simbólicas e críticas da comunicação organizacional. Essas teorias passaram a integrar discussões sobre cultura, poder, mediações, construção de sentido, gestão de relacionamentos e responsabilidade pública, influenciando diretamente o posicionamento estratégico da área dentro das organizações. Considerando o panorama teórico contemporâneo das Relações Públicas e suas múltiplas abordagens, assinale a alternativa INCORRETA.
A Teoria da Excelência entende que o modelo simétrico de duas mãos representa o paradigma ideal de atuação das Relações Públicas, pois se baseia na negociação, no diálogo e no entendimento mútuo entre organização e públicos.
A abordagem de Gestão de Relacionamentos (Relationship Management) enfatiza que o principal produto das Relações Públicas é a construção e manutenção de relações de qualidade, avaliadas por indicadores como confiança, comprometimento e reciprocidade.
A perspectiva crítica das Relações Públicas considera que a atividade pode reproduzir desigualdades estruturais e, por isso, defende processos comunicacionais capazes de promover participação social ampliada, contestação e transformação das relações de poder.
Na perspectiva simbólico-interpretativa, a comunicação é compreendida como processo de construção social de sentidos, no qual narrativas, símbolos e práticas discursivas moldam tanto a cultura organizacional quanto as formas de relacionamento.
A Teoria dos Modelos de Grunig e Hunt sustenta que o modelo de imprensa e propaganda (press agentry) é o mais alinhado aos princípios éticos e de responsabilidade pública, sendo o ideal para organizações que desejam alcançar excelência comunicacional.