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Nas últimas décadas, o campo das Relações Públicas no Brasil tem aprofundado o diálogo com diferentes correntes teóricas, incluindo perspectivas estratégicas, simbólicas, críticas e relacionais. Esse movimento amplia a compreensão do papel das Relações Públicas na gestão da comunicação, no fortalecimento da esfera pública organizacional e na mediação dos interesses entre organizações e seus diversos públicos. Considerando o desenvolvimento conceitual das teorias das Relações Públicas e sua consolidação na literatura brasileira, assinale a alternativa correta.
A perspectiva instrumentalista, predominante nas primeiras abordagens brasileiras de Relações Públicas, considera que a função essencial da área é controlar fluxos informacionais e evitar a participação ativa dos públicos, pois essa participação compromete a eficiência organizacional.
A abordagem simbólico-interpretativa compreende que os processos comunicacionais são essencialmente técnicos e operacionais, e que os significados compartilhados pelos públicos não influenciam a cultura nem os relacionamentos organizacionais.
A Teoria Crítica aplicada às Relações Públicas propõe práticas baseadas em unilateralidade comunicacional, defendendo que a organização deve se posicionar como principal voz autorizada sobre si mesma, restringindo interpretações externas.
A perspectiva de Relações Públicas como gestão estratégica reconhece que o processo comunicacional deve integrar análise de contexto, pesquisa, negociação e construção de sentidos, ampliando o papel das Relações Públicas para além da execução tática e incorporando o diálogocomo elemento estruturante.
A abordagem das Relações Públicas como produção de visibilidade midiática defende que a dimensão estratégica da área se restringe à conquista de espaço nos meios de comunicação, pois a visibilidade é suficiente para garantir legitimidade organizacional.