Uma menina de treze anos questionou o professor de filosofia da
escola sobre o desaparecimento repentino de uma cantora da
mídia. Há poucos meses a artista figurava como detentora da
canção mais tocada nas emissoras de rádio comerciais do país e
era convidada para participar de muitos programas televisivos. A
estudante observara que artistas antes desconhecidos do grande
público emplacavam hit parades para, pouco tempo depois,
caírem no ostracismo. O professor aproveitou então a
oportunidade para introduzir o conceito de Indústria Cultural.
Sobre essa indústria, é correto afirmar que:
A
o público é soberano na determinação de permanência na
mídia do produto cultural, pois o mercado da música é regido
pela lei da oferta e da procura;
B
a projeção de retorno financeiro e o lucro efetivamente
obtido orientam a produção e o tempo de permanência dos
artistas na mídia;
C
há considerável espaço para o experimentalismo, pois o
público se mostra ávido por lançamentos de novos artistas,
ritmos e performances musicais;
D
a crítica dos teóricos da escola de Frankfurt foca no caráter
estético do mercado de bens simbólicos que, por sua vez,
atende aos padrões de produção musical de rimas fáceis e de
mau gosto;
E
as vanguardas artísticas têm lugar cativo na linha de
produção da cultura de massa, pois a pluralidade de opções
propiciada abarca todos os gêneros musicais.