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A investigação dos acidentes de trabalho é importante oportunidade para identificar vulnerabilidades e promover melhorias na gestão da segurança e saúde no trabalho praticada na organização. Assim, do ponto de vista prevencionista, é correto afirmar que
em face das repercussões jurídicas dos acidentes graves ou fatais, a adequada instrução das diligências na investigação irá evidenciar os comportamentos inseguros dos trabalhadores, que atentam contra a política prevencionista da organização, de forma a não responsabilizar indevidamente os profissionais que atuam na gestão.
uma abordagem sistêmica potencializa o resgate de informações que, embora não sejam próximas do acidente, constituam subsídios relevantes para uma boa análise, sendo que o Diagrama de Ishikawa e a Análise de Árvores de Falhas atendem esse objetivo por considerarem todos os componentes do sistema de produção.
tendo em vista que o gerenciamento de riscos preocupa-se com a melhoria das condições de trabalho e essa atividade é corrente, independendo da ocorrência de acidentes, a investigação do acidente deve priorizar o componente comportamental, o qual tem razões que fogem da capacidade saneadora dos profissionais do Serviço Especializado da organização.
a aplicação da Metodologia da Árvore de Causas redunda na elaboração de um diagrama lógico que constitui um quadro sinótico do acidente, que considera os antecedentes-estado e as variações identificadas na investigação como componentes, articulados mediante uso do critério da necessidade e suficiência.
estatísticas históricas têm demonstrado que 90% dos acidentes de trabalho ocorrem por causa dos atos inseguros dos trabalhadores, de maneira que a investigação e a análise teriam mais utilidade se identificassem com clareza os trabalhadores que ostentam comportamento avesso às medidas preventivas em vigor na empresa para puni-los exemplarmente.