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Não obstante a incompletude do conhecimento acerca do homem, a busca dos diversos ramos do conhecimento por melhorias nas condições de trabalho, como é o caso da Ergonomia, parte de alguns pressupostos já consagrados quanto às características psicofisiológicas do ser humano, tais como
a dificuldade de tratar com iniciativas que buscam legitimar a participação dos trabalhadores na gestão e organização do trabalho, aceitando o ônus da subordinação às vontades das chefias e explicitando descompromisso com a busca de interesses de caráter coletivo.
o individualismo e a competitividade, entendidas como atributos da raça humana que lhe permitiram sucesso no processo de evolução e se mostra mais relevante para o progresso individual que a demonstração de empatia e espírito de cooperação com seus semelhantes.
o domínio de suas capacidades físicas e mentais e respeito aos limites cognitivos e musculares que ostenta no trabalho que realiza, que o induz à recusa de quaisquer atividades, mesmo implicando maiores ganhos, que tenham potencial de causar-lhe problemas musculoesqueléticos.
o sentimento de conforto em sentir-se responsável por uma pequena fração do produto final e não precisar participar de um coletivo de trabalhadores que compartilham interesses, prescindindo da organização coletiva e possível atuação de grupamentos humanos na regulação da carga de trabalho.
a preferência em usar alternadamente toda a musculatura corporal e não apenas determinados segmentos corporais e possuir capacidades sensitivas e motoras que funcionam dentro de certos limites e variam de um indivíduo a outro e ao longo do tempo para um mesmo indivíduo.