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A intervenção ergonômica no ambiente de trabalho exige o reconhecimento de algumas características psicofisiológicas entre os trabalhadores envolvidos. Entre tais características, tem-se que
o principal elo do trabalhador com sua ocupação é a necessidade de cumprir ordens, sendo natural que não se sinta motivado quando lhe é solicitado a sugerir soluções para problemas eventualmente presentes na tarefa que executa.
o culto à meritocracia e a necessidade inata de ser melhor que o outro geram obstáculos grandes à organização coletiva dos trabalhadores, que buscam individualmente a solução de problemas de ordem coletiva.
é confortável para o trabalhador entregar apenas sua força de trabalho e isso explica a aceitação de elevadas cargas de trabalho individuais sem demanda cognitiva, que sejam estanques e não demonstrem relação com o produto final.
suas capacidades sensoriomotoras se modificam com o envelhecimento, mas eventuais perdas são compensadas por melhores estratégias de percepção e resolução de problemas, estratégias essas advindas do acúmulo e troca de experiências.
o estímulo pecuniário ou não, para o aumento da cadência no trabalho, é gerenciado pelo trabalhador de maneira eficaz, pois leva em consideração os limites de resistência de seu sistema musculoesquelético.