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Técnica de enfermagem, 32 anos, vacinada contra hepatite B com três doses e anti-HBs ma...

Técnica de enfermagem, 32 anos, vacinada contra hepatite B com três doses e anti-HBs maior que 10 mUI/mL documentado, sofreu acidente perfurocortante com agulha oca contendo sangue durante punção venosa. O paciente-fonte é portador conhecido de HIV (em uso regular de terapia antirretroviral há cinco anos, com carga viral indetectável nos últimos doze meses) e apresenta sorologias negativas para HBV (HBsAg) e HCV (anti-HCV). De acordo com a NR-32 e com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais (PCDT PEP) do Ministério da Saúde, assinale a conduta correta:


A

Não há indicação de profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV, considerando que o paciente-fonte apresenta carga viral indetectável; recomenda-se apenas acompanhamento sorológico da trabalhadora por seis meses.


B

Está indicada a PEP com esquema antirretroviral combinado (tenofovir/lamivudina associados ao dolutegravir), iniciada o mais precocemente possível, com janela máxima de setenta e duas horas após a exposição, mantida por vinte e oito dias, associada ao acompanhamento sorológico da trabalhadora.


C

Está indicada a aplicação de imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) e dose adicional da vacina contra hepatite B, em virtude do risco de soroconversão a partir do paciente-fonte.


D

A emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é facultativa, uma vez que não houve afastamento da trabalhadora de suas atividades laborais.


E

A NR-32 atribui exclusivamente à trabalhadora acidentada a responsabilidade pela busca de assistência médica imediata, dispensando o empregador da manutenção de fluxo institucional de atendimento pós-exposição.