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Estudos de epidemiologia ocupacional indicam maior incidência de neoplasias em determinadas profissões, associadas a exposições específicas. No contexto da Polícia Militar, a exposição a trabalho em turnos irregulares, estresse crônico, agentes químicos e radiações diversas compõe um perfil complexo de risco ocupacional. A literatura científica contemporânea, incluindo classificações da IARC, descreve a associação entre trabalho em turnos com desorganização do ritmo circadiano e aumento do risco de certos tipos de câncer.
Nesse contexto, o câncer ocupacional mais provavelmente associado a esse mecanismo é
câncer de mama ou de próstata, associado à cronodisrupção e à alteração do ritmo circadiano.
leucemia mieloide aguda, relacionada à exposição a hidrocarbonetos aromáticos, como o benzeno.
melanoma cutâneo, relacionado à exposição ocupacional à radiação ultravioleta e a mecanismos de dano direto ao DNA.
glioblastoma, associado à exposição à radiação não ionizante de radiofrequência.
carcinoma de células renais, relacionado ao estresse ocupacional crônico e a alterações metabólicas.


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