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A análise do processo de trabalho pode ser empreendida em diversas circunstâncias e com diferentes propósitos. Entre essas possibilidades, há a intervenção ergonômica, que irá considerar vários aspectos da organização do trabalho, como
a hierarquia e legitimidade dos envolvidos quanto à implementação das propostas de alteração nas condições e meio ambiente de trabalho, pois a Análise Ergonômica do Trabalho é concluída com a devolução dos tratamentos dados e as propostas geradas aos responsáveis pela demanda.
o regramento operacional de cada posto de trabalho, que deve ser estudado minuciosamente, possibilitando a melhoria contínua e seu caráter impessoal, de maneira tal que o trabalho real seja o mais aderente ao trabalho prescrito e a mão de obra envolvida possa ser substituída sem impactos na produtividade.
o estudo do conteúdo das tarefas, que deve ser analisado quanto à criatividade exigida, intensidade da demanda cognitiva, possibilidade de recuperação em caso de falha e grau de relevância para o processo, exigindo vivência do ergonomista por tratar-se de atividade a ser realizada sem o envolvimento do trabalhador.
a variabilidade do modo operatório, que se dá por meio do estudo de tempos e métodos na atividade dos trabalhadores e busca maior agilidade na execução das tarefas, sejam centrais ou assessórias, classificando-as em tarefas obrigatórias, previstas, opcionais ou de recuperação.
o ritmo de trabalho, que é a maneira como as cadências são ajustadas, podendo ser livre (quando o indivíduo tem autonomia para determinar sua própria cadência) ou imposto (por uma máquina, pela esteira da linha de montagem e até por incentivos por incrementos na produção).