De acordo com Iamamoto (2001), para garantir uma sintonia do Serviço Social com os tempos atuais, é necessário romper com a visão endógena, focalista, a visão “de dentro”, do Serviço Social, prisioneira em seus muros internos. Portanto, com base nessa premissa, é CORRETO afirmar que o Serviço Social:
Deve alargar os horizontes, olhar para mais longe, para o movimento das classes sociais e do Estado em suas relações com a sociedade, a fim de diluir as particularidades profissionais e iluminá-las com maior nitidez.
Deve sair da redoma de vidro que aprisiona os assistentes sociais, como precondição para que se possa captar as novas mediações e requalificar o fazer profissional, identificando as suas particularidades e descobrir alternativas de ação.
Deve romper com a atividade burocrática e rotineira, que reduz o trabalho do assistente social a mero emprego, não sendo exigidas a elaboração de projetos e ações, resultantes da apropriação das possibilidades e contradições presentes na própria dinâmica da vida social.
Deve assumir a perspectiva de messianismo profissional: uma visão heroica do Serviço Social que reforça unilateralmente a subjetividade dos sujeitos, a sua vontade política, sem confrontá-la com as possibilidades e limites da realidade social.
Deve assumir-se enquanto profissão legitimada e inscrita na divisão social e técnica do trabalho, abstendo-se de questões políticas que circundam as suas ações, redundando-se ao cumprimento das regras e normas institucionalmente estabelecidas.