Mészáros (2002), em seu artigo “A crise estrutural do capital”, assevera que, na sua forma contemporânea, o sistema capitalista, em sua luta desenfreada por reproduzir-se, enfrenta uma crise estrutural que permite ao capital se utilizar de artimanhas ideopolíticas, no sentido de
propiciar poder de escolha e consumo ao trabalhador como cidadão consumidor, contribuindo para a autossuficiência das famílias de baixa renda.
articular o trabalho manual e o trabalho intelectual, contribuindo para o pleno desenvolvimento das esferas do agir, pensar e sentir.
manipular ideologicamente a classe trabalhadora para que esta se reconheça como capaz de mudar o rumo de sua história e promover a emancipação humana.
manipular as consciências e se perpetuar como sistema dominante, adquirindo uma conotação negativa que se expressa através da cisão entre trabalho concreto e trabalho abstrato.
articular o processo de produção e reprodução social, engendrando mudanças profundas na sociedade, motivo pelo qual se apresenta como única alternativa para a continuidade da humanidade.