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Guerra (in Mota e Amaral 2016), ao discutir as mudanças no...

Guerra (in Mota e Amaral 2016), ao discutir as mudanças no mundo do trabalho resultantes da atual crise do capitalismo, que se aprofundou em 2008 e se manifesta nas diversas áreas da vida social, aponta algumas determinações históricas que compõem a cultura profissional do assistente social. Com base na obra da autora, é INCORRETO afirmar que:


A

o assistente social é visto na divisão do trabalho como profissional que "faz" e esse fazer deve portar uma resolutividade que permita a manutenção da ordem social, da reprodução do status quo.


B

no contexto de responder à funcionalidade posta pela ordem burguesa, que institui um espaço na divisão sociotécnica a ser ocupado por um peculiar trabalhador assalariado, a profissão desenvolve um conjunto de ações direcionadas à administração dos conflitos sociais.


C

trata-se de uma profissão que nutre um profundo intelectualismo: apreço pela formação teórico-metodológica rigorosa, como resultado da sua aproximação com a teoria marxista, em contraposição à ruptura com a formação doutrinária de influência católica que marca a génese da profissão.


D

a profissão se nutre de valores mais conservadores emanados da doutrina social da Igreja Católica, na sua vertente Tradição, Família e Propriedade, com grande simpatia da profissão pelos valores do neotomismo e incorporação do positivismo como modo de pensar e justificar o capitalismo.


E

a profissão, por vezes, é identificada com vocação, prática de ajuda e/ou militância, pautadas em valores anticapitalistas românticos e humanistas-cristãos, apoiados no eticismo, no "compromisso" e na boa vontade do profissional.