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O trabalho, em tempos de domínio do capital financeiro, sob o avanço do "ultraneoliberalismo", profundamente predatório, constitui uma sociabilidade que se expressa nas formas mais perversas da Questão Social e nas Políticas Sociais, alcançando a profissão que, cotidianamente, confronta-se com esse cenário devastador. Assim, o capitalismo contemporâneo e as principais características da precarização do mundo do trabalho é denominado:
financeirizado.
digitalizado.
uberizado.
informatizado.
excedente.
À crise do capital e suas transformações societárias, emergentes desde a década de 1970, estão vinculadas mudanças que ocorreram e ocorrem no chamado “mundo do trabalho”. Nesse campo existem reproduções de concepções equivocadas, como as que reafirmam
a defesa do fim da sociedade do trabalho e do desaparecimento da exploração da força de trabalho vivo.
o fortalecimento das diversas formas de tecnologias, robóticas e inteligência artificial.
a exploração da força de trabalho substituível pelas máquinas tecnológicas e robóticas.
a valorização do trabalho, mediado pelas tecnologias digitais, robóticas e de inteligência artificial.
Para Iamamoto (2009), na sociedade capitalista e na forma de propriedade privada que lhe corresponde, o trabalho humano é a expressão da atividade humana em um contexto de alienação, e a divisão do trabalho é a expressão econômica do caráter social do trabalho dentro da alienação. Sobre essa temática, assinale a alternativa correta.
Na compra e venda da força de trabalho, o trabalhador recebe o valor de troca dessa mercadoria, traduzido no equivalente monetário de todo o seu tempo de trabalho socialmente necessário, e entrega ao empregador o seu valor de troca: o direito de consumo dessa força de trabalho durante um período determinado de tempo.
No circuito do valor, o produto que todo assalariado produz para si é diretamente proporcional ao seu tempo de lazer, expressando-se no valor de todas as demais mercadorias de qualidade similar, permitindo o seu intercâmbio.
O assistente social é proprietário de sua força de trabalho especializada, produto da formação universitária que o capacita a realizar atividades variadas. Essa mercadoria força de trabalho se transforma automaticamente em atividade e trabalho, independentemente de sua utilização pelo empregador.
O desenvolvimento da divisão do trabalho torna o trabalho do indivíduo tão unilateral quanto multilaterais são suas necessidades, fazendo com que seu produto lhe sirva apenas enquanto meio de troca, visto que o trabalho não é diretamente social. Exige-se, portanto, que o produto do trabalho de qualidade determinada seja simultaneamente produto universal, trocável por qualquer outro.
Somente na sociedade socialista o trabalho dos indivíduos apresenta-se ao contrário do que é: como um trabalho carente de individualidade, na sua forma geral.
Em meados do século XX, se estabeleceu um modelo de trabalho baseado em emprego estável, proteção social e representação sindical. Em contraste, as últimas décadas viram surgir um novo grupo de trabalhadores por vezes designado como “precarizado”.
Assinale a opção que caracteriza corretamente esse grupo.
Ocupantes de carreiras estruturadas, com progressão funcional previsível e benefícios.
Trabalhadores sujeitos à imprevisibilidade de rendimentos e à fragilidade de vínculos coletivos.
Aposentados e pensionistas afetados pela redução relativa do valor de seus benefícios.
Especialistas com competências valorizadas em diferentes organizações e ampla mobilidade.
Pequenos empreendedores que administram suas próprias atividades e contam com rede de proteção.
Sobre o direito à profissionalização e à proteção no trabalho do adolescente, julgue as proposições a seguir com V para verdadeira e F para falsa.
( ) O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob responsabilidade de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos, deverá assegurar ao adolescente que dele participe condições de capacitação para o exercício de atividade regular remunerada.
( ) É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade.
( ) Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.
( ) A formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor é considerada como aprendizagem.
( ) Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, é assegurada bolsa de aprendizagem.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta de respostas:
V, F, V, V, F.
V, V, F, F, F.
F, V, V, F, V.
F, F, V, V, V.
V, V, V, V, V.
O trabalho com grupos no Serviço Social é uma estratégia de intervenção que potencializa a socialização de informações e o fortalecimento de vínculos comunitários e familiares. Acerca do trabalho com grupos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__)O trabalho com grupos tem caráter socioeducativo, visando a autonomia dos usuários, a construção de projetos de vida e o acesso a direitos.
(__)A abordagem grupal deve buscar a homogeneização absoluta dos participantes para evitar conflitos, excluindo indivíduos com opiniões divergentes.
(__)No âmbito do PAIF (Proteção e Atendimento Integral à Família), as ações em grupo são estratégias centrais para o fortalecimento da função protetiva da família.
(__)O assistente social, ao coordenar um grupo, deve assumir uma postura tutelar, decidindo pelos usuários os temas e as soluções para seus problemas, dado seu saber técnico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, V.
V, F, F, V.
F, V, V, F.
V, V, F, F.
V, F, V, F.
José Paulo Netto, em sua análise sobre as transformações societárias no capitalismo tardio, discute as metamorfoses no mundo do trabalho e seus impactos para o Serviço Social. Com base no texto, assinale a alternativa correta:
As transformações societárias eliminaram a alienação do trabalho, uma vez que a intelectualização do processo produtivo e a automação garantiram maior autonomia e realização aos trabalhadores, tornando a luta de classes obsoleta.
A reestruturação produtiva, marcada pela “flexibilização” e pela revolução tecnológica, aprofunda a exploração da força de trabalho, intensifica o estranhamento e complexifica a classe trabalhadora, sem, contudo, eliminar a centralidade da “classe-que-vive-do trabalho”.
O autor defende que a globalização e a “financeirização” do capitalismo levaram à superação da lei do valor de Marx, pois o trabalho vivo perdeu completamente sua importância diante da automação e da produção por meios eletrônicos.
Netto argumenta que a “classe-que-vive-do-trabalho” perdeu sua centralidade no processo de criação de valor, uma vez que a produção fragmentada e globalizada impediu a compreensão do trabalho social combinado, pulverizando as classes sociais.
Para o autor, as transformações no capitalismo tardio resultaram na homogenização da classe trabalhadora, que, embora mais precarizada, unificou suas lutas em torno de um projeto comum, superando as diferenciações internas e fragmentações.
A reestruturação produtiva e a mundialização do capital provocaram mudanças significativas no universo do trabalho. Considerando essas transformações, assinale a alternativa que apresenta uma expressão desse cenário.
Redução dos ritmos de trabalho.
Ampliação da legislação trabalhista.
Diminuição do desemprego.
Redução dos trabalhos informais.
Aumento da precarização.
Transformações recentes no mundo do trabalho intensificaram um conjunto de fenômenos que atingem diretamente os trabalhadores e influenciam nas demandas dirigidas ao assistente social.
São expressões dessas transformações:
maior estabilidade contratual, formalização dos vínculos e ampliação da proteção trabalhista em setores dinâmicos da economia.
reorganização do emprego em postos qualificados, redução da rotatividade e recomposição da ação sindical dos trabalhadores.
precarização e flexibilização das relações de trabalho, desemprego estrutural, informalidade e insegurança entre os trabalhadores.
expansão de formas autônomas de trabalho, associadas à maior flexibilidade, empreendedorismo e segurança ocupacional.
ampliação gradual de direitos trabalhistas, elevação dos salários e redução da vulnerabilidade nos mercados globalizados.
“A segunda década do século XXI se constitui como um período de sofisticação dos mecanismos pelos quais a acumulação flexível se efetiva e, consequentemente, implicando em novas formas de precarização do trabalho. Emerge um conjunto de atividades mediadas por plataformas digitais ligadas a grandes grupos tecnológicos” (SOUZA, 2022, p.385)
Fonte: SOUZA, Diego de Oliveira. A funcionalidade do salário por peça no trabalho mediado por plataformas digitais. R. Katál., Florianópolis, v.25, n. 2, p. 383- 391, maio-ago. 2022 ISSN 1982-0259. Disponível: https://www.scielo.br/j/rk/a/brH6CfPVDqNqgyyGt7dT93C/?format=pdf&lang=pt.Acesso em: 08 de set de 2025.
Esse cenário evidencia transformações profundas no mundo do trabalho, com impactos nas expressões da questão social e nas próprias demandas profissionais do Serviço Social. Considerando esse contexto, marque a alternativa CORRETA.
Um contingente significativo de desempregados passou a integrar as plataformas digitais de intermediação de serviços. Contudo, estes não são reconhecidos como trabalhadores dessas plataformas, pois tais empresas se legitimam como meras mediadoras, atribuindo ao prestador a plena responsabilidade pela gestão e pelos riscos de sua atividade laboral.
A tecnologia catalisa uma nova dinâmica espaço-temporal, não apenas por permitir o aceleramento das demandas, via comunicação mais rápida, mas também por viabilizar a centralização dos trabalhadores e dos serviços, ampliando as estruturas de empresas com local físico definido.
A empresa-aplicativo configura-se como mediadora entre consumidores e prestadores. Com efeito, não é a empresa que define valores ou remuneração, cabendo integralmente ao trabalhador estipular preços e ganhos.
A empresa-aplicativo não detém o controle sobre a distribuição do trabalho dos seus prestadores, nem a determinação e utilização das regras que definem essa distribuição, tal processo, atualmente, consolida o prestador de serviços como um autogerente-subordinado, que já não é contratado, mas se engaja no trabalho via a adesão às plataformas.
O conceito de “uberização do trabalho” deve ser concebido como uma expressão dos modos contemporâneos de organização laboral nas plataformas digitais, nas quais as relações de trabalho se tornam cada vez mais coletivas e visíveis, dada a grande demanda por esses serviços.
No que se refere ao modo capitalista de produzir e ao trabalho, assinale a alternativa correta.
A mercadoria define-se estritamente como um objeto destinado à satisfação de necessidades biológicas de subsistência, sendo desconsiderados como mercadoria quaisquer itens cuja utilidade provenha da fantasia, do desejo subjetivo ou de propriedades externas não vitais.
A capacidade de produzir coisas pelo trabalho nas diferentes sociedades é regida por leis naturais e imutáveis da economia, sendo as relações sociais meros reflexos da eficiência técnica, o que justifica a permanência dos arranjos societários.
Com o desenvolvimento do modo capitalista de produzir os bens necessários à vida humana, as relações sociais tiveram, contraditoriamente, que assumir seu caráter social, e o trabalho passou a ser obra de contrato livremente acordado entre os homens sem outras mediações, como a herança genética, as divindades e os heroísmos outorgantes de lugares privilegiados nas diferentes estruturas sociais.
As relações sociais próprias do modo capitalista de produção de mercadorias são, conforme a economia clássica, decorrências naturais da inclinação humana ao troco e ao comércio, sendo independentes de desenvolvimentos históricos anteriores ou da dissolução de formas de produção pré-capitalistas.
As mais visíveis formas que o grande capital desenvolveu na busca pela democratização do acesso aos bens e serviços para a população, visando o bem-estar coletivo, são a transferência da gestão privada para o setor público, garantindo a gratuidade universal.
Fazem parte dos elementos que Antunes (2020), apresenta sobre o mundo do trabalho na contemporaneidade, EXCETO:
a uberização é um processo no qual as relações de trabalho são crescentemente individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de “prestação de serviços” e obliterando as relações de assalariamento e de exploração do trabalho.
as empresas “liofilizadas e flexíveis” são impulsionadas pela expansão informacional-digital e sob o comando dos capitais, em particular o financeiro e estas empresas vêm impondo sua trípode destrutiva do trabalho: terceirização, informalidade e inflexibilidade.
um dos tipos de trabalho que mais se expandem sob o capitalismo em nosso tempo é o zero hour contract.
na empresa Uber os trabalhadores e trabalhadoras com seus automóveis arcam com as despesas de seguros, gastos de manutenção de seus carros, alimentação, limpeza e outros, enquanto o “aplicativo” se apropria do mais-valor gerado pelo sobretrabalho dos motoristas, sem nenhuma regulação social do trabalho.
é importante acentuar também que essas tendências em curso, implementadas por corporações globais nesta era agudamente destrutiva do capital, não encontram precedente em nenhuma fase recente do capitalismo pós-Segunda Guerra.
Sobre o Trabalho Infantil, marque V para VERDADEIRO ou F para FALSO e assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Proíbe o trabalho antes dos 16 anos, com exceção da condição de aprendiz, que é permitida a partir dos 12 anos.
( ) É considerado uma grave violação de direitos humanos.
( ) O adolescente em condição de aprendiz, terá assegurados os direitos à educação, à profissionalização e à proteção social.
F, V, F.
V, V, F.
F, F, V.
F, V, V.
V, V, V.
A reestruturação produtiva e a transição para a acumulação flexível alteraram drasticamente o mercado de trabalho. Uma característica central desse novo cenário está descrita na seguinte alternativa:
estabilidade garantida pela expansão do modelo fordista de produção em massa
fortalecimento dos movimentos sindicais com ampliação de direitos sociais universais
crescimento da precarização, rotatividade, informalidade e terceirização da força de trabalho
centralização da produção em grandes plantas industriais com baixa rotatividade de mão de obra
O trabalho com grupos representa uma importante estratégia para o fortalecimento de vínculos, desenvolvimento de habilidades sociais e promoção da participação cidadã. Assim, o Orientador Social deve priorizar metodologias que:
Reforcem hierarquias.
Estimulem a competitividade.
Restrinjam a autonomia.
Promovam participação, diálogo e cooperação.
Centralizem decisões.
O jovem tem direito à profissionalização, ao trabalho e à renda, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, adequadamente remunerado e com proteção social. De acordo com o Art. 15. do Estatuto da Juventude a ação do poder público na efetivação do direito do jovem à profissionalização, ao trabalho e à renda contempla a adoção das seguintes medidas:
I.Promoção de formas coletivas de organização para o trabalho, de redes de economia solidária e da livre associação.
II.Atuação estatal restrita à fiscalização de sindicatos, sem medidas preventivas ou repressivas quanto à exploração do trabalho juvenil.
III.Adoção de políticas públicas voltadas para a promoção do estágio, aprendizagem e trabalho para a juventude.
É CORRETO o que se afirma em:
I e III, apenas.
I, II e III.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
Segundo o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente, são considerados trabalho infantil as diversas atividades econômicas ou atividades de sobrevivência realizadas por crianças ou adolescentes em idade inferior a:
16 anos, exceto na condição de aprendiz; a partir dos 14 anos, sejam elas remuneradas ou não, com ou sem finalidade de lucro.
16 anos, desde que sejam remuneradas e com finalidade de lucro.
14 anos, exceto na condição de aprendiz; a partir dos 12 anos, sejam elas remuneradas ou não, com finalidade de lucro.
18 anos, desde que sejam remuneradas.
Analise as assertivas abaixo extraídas do texto “O processo de produção e reprodução social: trabalho e sociabilidade”, de Sara Granemann, e assinale a alternativa correta.
I. A concepção e a categoria trabalho na ótica da teoria social crítica de Marx refere-se necessariamente a postos de trabalho no contexto do emprego nas relações sociais.
II. As relações sociais próprias do modo capitalista de produção de mercadorias são produtos de um largo desenvolvimento histórico e econômico anterior que fez desaparecer todas as anteriores formas de produção social, para que se constituísse a força de trabalho livre.
III. A produção capitalista não é apenas produção de mercadorias, ela é essencialmente produção de mais-valia. O trabalhador não produz para si, mas para o capital. Por isso, não é mais suficiente que ele apenas produza. Ele tem de produzir mais-valia.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apartir de 1970, em resposta à sua própria crise, o Capital engendrou um processo de reorganização produtiva em escala global, tendo repercussão não só no sistema econômico, mas também no plano ideológico e político. Suas expressões mais radicais se expressam na reestruturação da produção e do trabalho (Passos, 2018). Sobre as transformações no mundo do trabalho atual, suas expressões e características, a partir da reestruturação produtiva do Capital, marque a alternativa CORRETA.
Fonte: PASSOS,Rachel Gouveia. Trabalho, gênero e saúde mental: contribuições para a profissionalização do cuidado feminino. São Paulo: Cortez, 2018
No processo atual da reestruturação produtiva do Capital, há uma nova morfologia do trabalho, a qual tem por característica o aprofundamento da divisão sexual, proporcionando uma redução significativa das mulheres no mercado de trabalho, especialmente no setor de serviços.
Dentre os principais elementos engendrados pela reestruturação produtiva do Capital na atualidade, estão a proletarização industrial e a unificação das formas de trabalho ocasionada pela subproletarização.
No toyotismo, proliferaram distintas formas de “empreendedorismo”, “cooperativismo”, “trabalho voluntário”, dentre as mais distintas formas de trabalho precarizado. Os capitais utilizaram-se de expressões que estiveram presentes nas lutas sociais dos anos de 1960, como autonomia e participação social, para dar-lhes outras configurações distintas, de modo a incorporar elementos do discurso operário, porém sob uma concepção burguesa.
A polivalência e a multiatividade, traços da força de trabalho feminina, têm reduzido os postos de trabalho para mulheres no processo de reestruturação produtiva, pois o Capital não se utiliza destes atributos sociais, por serem atividades desenvolvidas na esfera reprodutiva.
As relações sociais sexuadas e a divisão sexual do trabalho são expressões dissociáveis, pois apenas separando-as se compreenderá a divisão sociotécnica do trabalho, caracterizada a partir da reestruturação produtiva do Capital pela subalternidade, invisibilidade e opressão de gênero.
O avanço das tecnologias de informação e comunicação (TICs) tem reconfigurado profundamente o mundo do trabalho. No contexto da crise estrutural do capitalismo, tais transformações desafiam as práticas profissionais, especialmente no campo do Serviço Social. (Raichelis, 2022).
Fonte: RAICHELIS, Raquel. Tecnologia, trabalho e pandemia no capitalismo em crise: admirável mundo novo? Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 144, p. 5-16, maio/set. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0101-6628.277. Acesso em: 28 maio 2025.
A partir do contexto apresentado, marque a alternativa CORRETA a seguir.
O processo de automação e de suporte digital ao trabalho, materializado pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC), a robótica, a inteligência artificial (IA) e as gigantescas plataformas digitais, atinge de forma generalizada, com incidências indistintas, os países do centro e da periferia do capitalismo mundializado, como o Brasil.
A crise estrutural do capitalismo foi gerada a partir da pandemia da Covid-19, em decorrência das medidas de isolamento social e a estagnação das atividades econômicas, provocando demissões em massa de trabalhadores.
As crises econômicas no capitalismo não são “novas crises”, mas são impulsos repetidos de crise em processo, ou seja, fazem parte de um processo contínuo, que se repete ao longo do tempo. Isso acontece porque o capitalismo precisa crescer constantemente - caso contrário, entra em colapso. Nesse movimento, o próprio sistema tenta eliminar o que o sustenta: o trabalho assalariado.
O impacto das tecnologias digitais se restringe ao trabalho de produção material e o setor de serviços de âmbito privado, não alcançando de forma significativa os serviços públicos, pois este tem seu trabalho baseado majoritariamente em interações presenciais.
O trabalho digital é um novo tipo de trabalho, pois é distinto do trabalho intelectual ou manual, e surge a partir da introdução das tecnologias digitais nas relações laborais, com o advento da internet e das plataformas digitais, transformando as formas anteriores de organização do trabalho.