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Fazem parte dos elementos que Antunes (2020), apresenta sobre o mundo do trabalho na contemporaneidade, EXCETO:
a uberização é um processo no qual as relações de trabalho são crescentemente individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de “prestação de serviços” e obliterando as relações de assalariamento e de exploração do trabalho.
as empresas “liofilizadas e flexíveis” são impulsionadas pela expansão informacional-digital e sob o comando dos capitais, em particular o financeiro e estas empresas vêm impondo sua trípode destrutiva do trabalho: terceirização, informalidade e inflexibilidade.
um dos tipos de trabalho que mais se expandem sob o capitalismo em nosso tempo é o zero hour contract.
na empresa Uber os trabalhadores e trabalhadoras com seus automóveis arcam com as despesas de seguros, gastos de manutenção de seus carros, alimentação, limpeza e outros, enquanto o “aplicativo” se apropria do mais-valor gerado pelo sobretrabalho dos motoristas, sem nenhuma regulação social do trabalho.
é importante acentuar também que essas tendências em curso, implementadas por corporações globais nesta era agudamente destrutiva do capital, não encontram precedente em nenhuma fase recente do capitalismo pós-Segunda Guerra.