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Tomando por base a análise sobre a relação entre Serviço Social e política social, realizada por Mioto e Nogueira (2013), é possível afirmar que:
A utilização massiva de novas tecnologias, associada à padronização de procedimentos e controle da produtividade nos serviços, através de ações predeterminadas, permite uma maior transparência e qualidade da oferta de serviços e aumenta as possibilidades de exercício da autonomia profissional.
O aumento significativo da participação das entidades de cunho privado e filantrópico na prestação de serviços sociais, financiadas pelo Estado, tem pouco impacto sobre o trabalho profissional do assistente social, uma vez que sua condição de trabalhador assalariado é a mesma, tanto no setor público quanto no setor privado.
A recorrente indistinção entre objetivos institucionais e objetivos profissionais, no âmbito dos serviços sociais, promove uma real sinergia desses objetivos com as proposições constitucionais, marcadas pela lógica da cidadania, e também com o projeto defendido pelo conjunto profissional, expresso no seu código de ética.
A inserção dos assistentes sociais nas diferentes políticas setoriais favorece sua atuação em equipes multiprofissionais, com clara definição de seu papel específico, no interior das equipes, como decorrência da formação profissional, de sua capacitação teórico-metodológica e de sua habilidade para desenvolver determinadas ações.
O trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais nas esferas de formulação, gestão e execução da política social é, indiscutivelmente, peça importante para o processo de institucionalização das políticas públicas, tanto para a afirmação da lógica da garantia dos direitos sociais, como para a consolidação do projeto ético-político da profissão.