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A trajetória do Serviço Social como profissão no Brasil é profundamente marcada pela dinâmica entre as classes sociais fundamentais e o Estado. As relações estabelecidas historicamente entre os sujeitos políticos que protagonizam na esfera da produção as contradições da relação entre capital e trabalho também engendram a esfera da reprodução social e assumem diferentes expressões socioinstitucionais a partir das ações desenvolvidas pelo Estado.
(Almeida e Alencar, 2011. Pág. 59.)
Analisando o contexto pós-golpe de 1964 e a trajetória do Serviço Social, vislumbramos um processo de renovação do Serviço Social. A respeito desse processo, assinale a afirmativa INCORRETA.
Instauração do pluralismo teórico, ideológico e político no marco profissional, deslocando uma sólida tradição de monolitismo ideal.
A constituição de segmentos de vanguarda; sobretudo, mas não exclusivamente inseridos na vida acadêmica, voltados para a investigação e a pesquisa.
Inaugura uma forma de percepção da institucionalidade que corrobora com as elaborações endógenas à profissão, buscando um quadro analítico no qual a dinâmica entre produção e reprodução social constitui uma unidade na mediação política e econômica do Estado.
A sintonia da polêmica teórico-metodológica profissional com as discussões em curso no conjunto das ciências sociais, inserindo o Serviço Social na interlocução acadêmica e cultural contemporânea como protagonista que tenta contar com a subalternidade (intelectual) posta por funções meramente executivas.
A crescente diferenciação das concepções profissionais (natureza, funções, objeto, objetivos e práticas do Serviço Social), derivada do recurso diversificado a matrizes teórico-metodológicas alternativas, rompendo com o viés de que a profissionalidade implicaria uma homogeneidade (identidade) de visões e práticas.