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A reestruturação produtiva e suas inflexões no mundo do trabalho configuram novos cenários de atuação do Serviço Social que impactam diretamente o exercício profissional. Sobre as características da restruturação produtiva, chamada de terceira revolução industrial e tecnológica, e suas mudanças radicais na esfera da produção material e nas modalidades de gestão e consumo da força de trabalho, de acordo com Mota e Amaral (1998), marque a alternativa CORRETA:
As transformações ocorridas no processo do trabalho no bojo da reestruturação produtiva são explicitadas pela flexibilização, precarização, e fragmentação do trabalho. Nesse contexto, as empresas realizaram inovações tecnológicas e organizacionais, cuja principal estratégia foi internalizar partes da produção. Consequentemente, imprimiram maior flexibilidade à utilização do capital e do trabalho.
O processo de reestruturação produtiva no âmbito das relações de produção materializa-se sob a forma de tecnologias de automação programável, associadas a um complexo de inovações organizacionais, envolvendo desde os modelos participativos de organização do trabalho até novos métodos de controle do fluxo de informações produtivas, como o just-in-time e o princípio da “auto-ativação”, dentre outros, além da criação de novas formas de produção de mercadorias, mediante a racionalização do trabalho vivo.
Enquanto a indústria de produção flexível necessitava do keynesianismo, a grande indústria fordista necessita da liberdade do mercado e da abolição de parte dos controles do Estado sobre as condições de uso da força de trabalho.
Na restruturação produtiva, existe uma nova dinâmica na relação entre exclusão/inclusão dos trabalhadores na economia. A internalização da produção, ao mesmo tempo em que determina a exclusão dos trabalhadores do trabalho socialmente protegido, cria formas de inclusão na economia, que têm na insegurança e na desproteção do trabalho as suas principais características.
A reestruturação produtiva é uma questão que afeta exponencialmente e excepcionalmente as práticas empresariais e, consequentemente, àqueles profissionais de Serviço Social que trabalham nas empresas, pois é nesse lócus que se concretiza o processo de produção de mercadorias.