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Apesar de ter havido a proposição de um viés crítico no olhar e no trabalho com as famílias, viés este que não se apresenta descolado de um contexto de exploração da classe trabalhadora e da precarização das suas condições de vida na qual os usuários e suas famílias estão inseridos, ainda predomina “um modelo ideal de família” historicamente construído. Dessa forma, conforme destacam Horst e Mioto (2017), ainda podem ser percebidos no trabalho com famílias
a reatualização do conservadorismo, na responsabilização da família pelos cuidados, e, no reforço do papel da mulher pela “falha” nos cuidados, na proteção e na socialização.
o completo rompimento com a família tradicional pois ficou evidenciado, através de estudos, que a mesma é completamente danosa aos indivíduos.
a busca do trabalho técnico com as famílias baseado na ciência holística.
a psicologização da realidade das famílias, colocando como condição para o acesso às políticas sociais públicas o acompanhamento psicológico e psiquiátrico.