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No âmbito do acolhimento institucional de crianças e adolescentes, o Plano Individual de Atendimento (PIA) organiza a intervenção técnica do serviço. Considerando o processo de elaboração do PIA, analise as assertivas a seguir.
I. O PIA é iniciado imediatamente após o acolhimento e compreende, em um primeiro momento, a realização do Estudo da Situação, que subsidia o planejamento das ações a serem desenvolvidas durante o período de acolhimento.
II. A etapa de planejamento do PIA é construída a partir das informações levantadas no Estudo da Situação e deve orientar tanto as ações durante o acolhimento quanto aquelas previstas para o período posterior ao desligamento.
Está correto o que se afirma em:
Apenas I.
Apenas II.
I e II.
Nenhuma das assertivas.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990) estabelece um sistema de garantia de direitos que inclui as Medidas de Proteção, destinadas a proteger crianças e adolescentes em situação de ameaça ou violação de direitos. Considerando as atribuições dos órgãos envolvidos na aplicação dessas medidas, assinale a alternativa CORRETA.
O Conselho Tutelar tem a atribuição de aplicar as medidas de proteção diretamente à criança, ao adolescente, aos pais ou responsáveis, mas as medidas de acolhimento familiar ou institucional dependem de determinação da autoridade judiciária.
Todas as medidas de proteção, sem exceção, devem ser aplicadas diretamente pela autoridade judicial, não cabendo ao Conselho Tutelar qualquer tipo de intervenção inicial.
As medidas de proteção são exclusivamente destinadas a punir os pais ou responsáveis que violam os direitos de seus filhos, não havendo previsão de aplicação direta à criança ou adolescente.
A aplicação de qualquer medida de proteção à criança ou adolescente, como o encaminhamento para tratamento psicológico, exige obrigatoriamente a concordância dos pais, mesmo que estes sejam os violadores dos direitos.
O Ministério Público é o único órgão competente para solicitar e aplicar todas as medidas de proteção, agindo de forma exclusiva e independente do Conselho Tutelar e do Poder Judiciário.
Durante o acompanhamento de uma família em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica, identifica-se risco de afastamento da criança do convívio familiar exclusivamente em razão da precariedade material. Nessa situação, a atuação profissional alinhada ao ECA exige que o assistente social:
Recomende o acolhimento institucional imediato como forma de proteção.
Solicite judicialmente a suspensão provisória do poder familiar.
Atue para inclusão da família em programas de transferência de renda e benefícios socioassistenciais.
Encaminhe o caso diretamente ao Judiciário para definição de medida protetiva.
Segundo as orientações técnicas, são atribuições do/a educador/a do serviço de acolhimento, EXCETO:
Relação afetiva personalizada e individualizada com cada criança e/ou adolescente.
Auxílio à criança e ao adolescente para lidar com sua história de vida, fortalecimento da autoestima e construção da identidade.
A forma como foi criado, as experiências, a religião e os valores do/a educador/a influenciam na forma como se relaciona com cada criança. É muito importante que a conduta do/a educador/a esteja baseada em gosto e preferências, amizade ou rejeição.
Acompanhamento nos serviços de saúde, na escola e em outros serviços requeridos no cotidiano.
Organização de fotografias e registros individuais sobre o desenvolvimento de cada criança e adolescente, de modo a preservar sua história de vida.
O canal destinado a receber demandas relativas a violações de Direitos Humanos, especialmente as que atingem populações em situação de vulnerabilidade social como as crianças e adolescentes é o:
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O Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) é a unidade pública estatal de abrangência municipal ou regional que tem como papel constituir-se em lócus de referência, nos territórios, da oferta de trabalho social especializado no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) a famílias e indivíduos em situação de risco pessoal ou social, por violação de direitos. Sobre as atribuições do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), nesse contexto, é CORRETO afirmar que:
O papel do CREAS e suas competências, devido à complexidade das situações atendidas, podem ser confundidos com o papel dos órgãos do sistema de defesa e responsabilização, a exemplo de delegacias e órgãos do Poder Judiciário.
O CREAS deve assumir a atribuição de investigação para a responsabilização dos autores de violência, tendo em vista que sua função institucional é definida pelo papel e escopo de competências do SUAS.
O trabalho social no CREAS com centralidade na família deve considerar as potencialidades do conjunto dos seus membros e de cada indivíduo, tendo em vista a superação das violações que se expressam no âmbito das relações familiares.
O CREAS deve ocupar lacunas provenientes da ausência de atendimentos que devem ser ofertados na rede pelas outras políticas públicas e/ou órgãos de defesa de direito.
O serviço especializado de apoio a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto visa a reconstrução de projetos de vida. Considerando a organização deste serviço no Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), analise as afirmativas a seguir.
I. O serviço deve promover a inserção do adolescente em serviços e programas de outras políticas setoriais, como profissionalização e educação.
II. O acompanhamento do adolescente em Liberdade Assistida (LA) pressupõe visitas domiciliares e o diálogo constante com a família e a escola.
III. A aplicação da medida de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC) deve priorizar tarefas que humilhem publicamente o adolescente para evitar a reincidência.
Está CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
I e II apenas.
I e III apenas.
II e III apenas.
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) organiza seus grupos por faixas etárias específicas. Para o ciclo de vida de crianças de 0 a 6 anos, as orientações técnicas determinam que as atividades visem o desenvolvimento do protagonismo e da autonomia, exigindo obrigatoriamente a participação de:
Pais ou responsáveis.
Professores da rede.
Agentes de saúde.
Conselheiros tutelares.
Terapeutas ocupacionais.
A postura do educador social e a qualidade da interação estabelecida com a criança e o adolescente, em acolhimento institucional, representam importantes referenciais para seu desenvolvimento. Em função dessa importância, o educador social deve ter clareza quanto a seu papel: vincular-se afetivamente às crianças/adolescentes atendidos e contribuir para a construção de um ambiente familiar, evitando “se apossar” da criança ou do adolescente e competir ou desvalorizar a família de origem ou substituta.
O educador social deve atuar em consonância com serviço de acolhimento no sentido de contribuir para favorecer o processo de
reintegração familiar.
revisão de condutas.
ajustamento institucional.
adoção.
adequação comportamental.
No contexto do SUAS, os(as) profissionais da Proteção Social Básica e Especial devem ficar sempre atentos(as) a casos de negligência, violência ou outras situações em que os direitos dos usuários não sejam respeitados. Quando houver suspeita de que uma criança sofre negligência ou violência na família, a equipe de referência deve registrar o caso, acolher e ouvir a criança com cuidado, identificar sinais de violação de direitos e encaminhar a situação para a equipe técnica avaliar e acionar, se preciso, outros serviços da rede de proteção.
Com base nesse texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta adequada da equipe de referência diante da suspeita de negligência e violência contra uma criança no âmbito do SUAS.
Aguardar a confirmação da situação de violência por instância externa, abstendo-se de realizar registros a fim de preservar a exposição da família.
Tratar a situação como mero conflito familiar, orientando os membros a “resolverem o problema em âmbito doméstico”, sem proceder à articulação com a rede de proteção.
Interromper o atendimento da família, sob o argumento de que situações de violência não se inserem na competência do SUAS, sendo responsabilidade exclusiva dos órgãos de segurança pública.
Proceder ao registro circunstanciado da situação, realizar acolhida e escuta qualificada, identificar indícios de violação de direitos e encaminhar o caso à equipe técnica para análise, promovendo, quando necessário, a articulação com os serviços da rede de proteção.
Comunicar o caso exclusivamente ao serviço de saúde, sem proceder ao registro no prontuário do SUAS, sob o entendimento de que a assistência social não deve manter informações relativas a situações de violência.
A Proteção Social Especial de Média Complexidade caracteriza-se pela oferta de serviços destinados a:
Famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade, sem violação de direitos, que são acompanhados com foco em ações preventivas e de fortalecimento de vínculos, ofertadas prioritariamente nos CRAS.
Usuários que necessitam de acolhimento institucional ou familiar, com afastamento do convívio familiar e comunitário, em serviços como casas-lares, abrigos institucionais e repúblicas.
Famílias em extrema pobreza, com foco exclusivo na concessão de benefícios de transferência de renda e de benefícios eventuais, independentemente de acompanhamento socioassistencial.
Pessoas idosas e pessoas com deficiência em situação de dependência, que demandam cuidados integrais em instituições de longa permanência e em residências inclusivas.
Famílias e pessoas que tiveram seus direitos violados, mas que ainda mantêm vínculos familiares e comunitários, e por isso precisam de acompanhamento especializado em serviços, como o PAEFI, medidas socioeducativas em meio aberto e atendimentos a situações de violência, exploração ou trabalho infantil.
O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescentes que praticam ato infracional. De acordo com o SINASE, a execução das medidas socioeducativas deve observar o princípio da:
intervenção máxima, para a realização dos objetivos da medida
proporcionalidade em relação à ofensa cometida, intensificando-se a medida em razão de etnia, de gênero, de classe social, de orientação religiosa, política ou sexual
legalidade, podendo o adolescente receber tratamento mais gravoso do que o conferido ao adulto
excepcionalidade da intervenção judicial e da imposição de medidas, favorecendo-se meios de autocomposição de conflitos
Ao atuar em um Cras, o assistente social se vê diante de situações de violação de direitos de crianças e adolescentes. Conforme os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A intervenção profissional pode ocorrer de forma imediata, sem necessidade de análise da situação social, quando há demanda urgente.
( ) A análise da realidade social do usuário é fundamental para orientar a intervenção profissional.
( ) O encaminhamento para a rede de serviços deve considerar as necessidades específicas do usuário e as condições concretas de acesso.
( ) Após o primeiro encaminhamento, é facultativo o acompanhamento profissional do assistente social.
( ) A atuação profissional deve estar comprometida com a garantia de direitos e a proteção integral.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – V – F – V.
V – V – F – F – V.
F – F – V – V – F.
V – F – F – F – F.
O Estatuto da Criança e do Adolescente fundamenta-se na doutrina da proteção integral, rompendo com o paradigma da situação irregular e estabelecendo direitos fundamentais exigíveis do Estado. Analise as afirmativas a seguir:
I. As medidas de proteção são aplicáveis às crianças e aos adolescentes sempre que os direitos reconhecidos na lei forem ameaçados ou violados por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável.
II. A internação constitui medida socioeducativa privativa de liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
III. O acolhimento institucional é considerado uma medida socioeducativa de natureza pedagógica, visando punir o adolescente por atos infracionais cometidos em contextos de negligência familiar.
Está correto o que se afirma em:
III apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
II apenas.
I apenas.
De acordo com a NOB-RH/SUAS e a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, a equipe de referência para atendimento, vinculada ao órgão gestor do serviço de Família Acolhedora, é composta, além do coordenador, por quais outros profissionais?
Assistente social e psicólogo.
Assistente social, pedagogo, advogado e psicólogo.
Cuidador, advogado e psicólogo.
Cuidador, advogado e assistente social.
O aumento de casos de violência intrafamiliar e de vulnerabilidade socioeconômica em famílias com crianças e adolescentes é observado em diversos municípios do estado de Goiás. Considerando os princípios, diretrizes e instrumentos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), assinale a alternativa que descreve a ação municipal que melhor operacionaliza o SUAS para enfrentar esse quadro:
O município contrata, por convênio direto com a União, a construção e gestão de um alojamento emergencial para famílias em situação de vulnerabilidade, centralizando a gestão do serviço no órgão federal contratado; simultaneamente suspende visitas domiciliares do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) para concentrar recursos na infraestrutura do alojamento.
A Secretaria Municipal de Assistência Social amplia o PAIF em territórios prioritários e formaliza protocolos de identificação e encaminhamento com saúde e educação. Ativa o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para média/alta complexidade via referência/contrarreferência, pactua atendimento com a saúde estadual e submete as ações ao monitoramento dos conselhos.
O município opta por priorizar exclusivamente a concessão de benefícios eventuais e auxílios financeiros diretos às famílias afetadas, sem articular serviços socioassistenciais específicos (PAIF/CREAS) nem firmar protocolos com saúde e educação, por entender que transferência de renda imediata resolve sobretudo a questão da vulnerabilidade e evita sobreposição de políticas públicas.
Em resposta ao aumento dos casos, a Secretaria delimita atendimento apenas a usuários que procurem voluntariamente os serviços especializados, mantendo a intervenção essencialmente reativa; para preservar autonomia administrativa, decide não formalizar fluxos de referência com as escolas e unidades de saúde e retira a participação dos conselhos do processo de avaliação das ações.
À luz das normativas do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) e das orientações técnicas sobre proteção social, analise as afirmações relativas à identificação de situações de violação de direitos (violência, negligência, trabalho infantil) e aos respectivos fluxos de encaminhamento:
I.A identificação de violação de direitos deve considerar não apenas evidências materiais imediatas, mas também padrões de risco, histórico familiar e indicadores de vulnerabilidade que exijam avaliação técnica qualificada antes do encaminhamento.
II.Confirmada ou fortemente suspeitada a violação de direitos, o encaminhamento ao CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) deve ocorrer por meio de fluxo de referência formalizado, acompanhado de registro técnico que assegure continuidade do acompanhamento.
III.Mesmo quando o caso envolve violação de direitos, o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) mantém corresponsabilidade no acompanhamento familiar, atuando de forma articulada com o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) por meio de contrarreferência e planejamento integrado.
É correto o que se afirma em:
II e III apenas.
I e II apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
O Conselho Tutelar, embora administrativamente vinculado à prefeitura municipal, é um órgão autônomo em suas decisões e não subordinado ao Poder Executivo local, ao Poder Legislativo ou ao Judiciário.
Certo
Errado
Em uma equipe socioassistencial, o Orientador Social acompanha adolescentes em Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Em uma atividade coletiva, identifica relatos de isolamento, fragilização familiar, baixa participação escolar e conflitos comunitários. Em consonância com as atribuições socioeducativas no âmbito da assistência social, assinale a alternativa CORRETA.
O Orientador Social deve substituir a equipe técnica, elaborar diagnóstico clínico e definir intervenção terapêutica individual para cada adolescente.
O Orientador Social deve desenvolver ações coletivas, favorecer vínculos, observar demandas do grupo e comunicar à equipe técnica situações que exijam acompanhamento.
O Orientador Social deve encaminhar todos os adolescentes ao sistema socioeducativo, pois conflitos comunitários indicam autoria de ato infracional.
O Orientador Social deve limitar sua atuação ao controle de frequência, evitando registrar situações que indiquem vulnerabilidade ou demanda de proteção.
O Orientador Social deve suspender a participação dos adolescentes com baixa frequência escolar, preservando o serviço para grupos sem demanda social.
De acordo com a Lei Nº 8.069/1990; que Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Dos Direitos Fundamentais; Do Direito à Vida e à Saúde, é INCORRETO afirmar:
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.
Art. 8º É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do Sistema Único de Saúde.
§ 1º A gestante será encaminhada aos diferentes níveis de atendimento, segundo critérios médicos específicos, obedecendo-se aos princípios de regionalização e hierarquização do Sistema.
§ 2º Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher.
§ 3º Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária, bem como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.