

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Para Mirla Cisne “tem sido pauta constante no feminismo a apreensão e a elaboração de categorias teóricas que possam contribuir para a compreensão crítica da subordinação histórica e das desigualdades que marcam a vida das mulheres, como forma de instrumentalizar-se, a fim de intervir politicamente para a reversão dessa condição. O movimento feminista, entretanto, possui em seu seio uma diversidade de perspectivas, no que diz respeito tanto à dimensão teórica quanto à política”. (CISNE, 2014, p. 134-135).
Considerando essa diversidade de perspectivas de conceitos e de categorias do feminismo apontadas pela autora, assinale a alternativa correta.
As discussões de gênero foram difundidas fortemente no Brasil a partir da tradução do texto de Judith Butler Gênero: uma categoria útil para análise histórica, realizada pelo SOS Corpo, em 1991, tornando-se um marco referencial para a produção e para a atuação política feministas. Desde então, o conceito de gênero e os chamados estudos de gênero passaram a ganhar forte espaço no feminismo brasileiro em detrimento dos chamados anteriormente “estudos feministas” ou mesmo “estudos sobre a mulher”.
Gênero e relações sociais de sexo são iguais, embora, muitas vezes, encontram-se textos que os tratam como antônimos.
O conceito de relações sociais de sexo teve origem a partir das feministas francófonas, que tratam do antagonismo entre homens e mulheres. Esse conceito tem sido bastante utilizado pelas feministas, ao tratar da divisão sexual e racial como questões separadas pela perspectiva de análise interseccional.
Os estudos de gênero, se comparados aos estudos feministas, adquirem, por vezes, um caráter mais “neutro”, menos ofensivo, ou seja, mais polido ao gosto das instituições multilaterais e governamentais, além de aparentemente mais “acadêmico” ou “científico”. Não é à toa, portanto, que os chamados “estudos de gênero” conseguiram uma maior aceitação, penetrando mais facilmente nas “universidades, e mais ainda nas administrações públicas ou nas instituições internacionais”.
As relações sociais interseccionais formam um nó que não pode ser sequenciado ao nível das práticas sociais, apenas em uma perspectiva analítica da sociologia; e elas são coextensivas, implantando as relações sociais de classe, de gênero e de ‘raça’, reproduzem-se e se coproduzem mutuamente.