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“A crescente diversidade das famílias brasileiras as faz lidarem de maneiras distintas com os efeitos das várias “crises”, que vão desde a dos jovens, do envelhecimento, da pobreza e do déficit de cuidado até a gerada pela recente pandemia provocada pelo vírus da covid-19. A forma de lidar com elas depende dos recursos humanos, financeiros e de tempo disponíveis dentro de cada arranjo familiar”. (IPEA, 2023)
Sobre os arranjos familiares no Brasil é INCORRETO afirmar que:
De modo geral, pode-se afirmar que as famílias com crianças e adolescentes têm mais dificuldades no enfrentamento às crises, em razão de terem menos indivíduos com disponibilidade para trabalhar e obter renda. Isto se acentua nos arranjos monoparentais femininos, cujas chefes são, muitas vezes, as únicas pessoas responsáveis tanto economicamente quanto emocionalmente para cuidar de seus filhos.
As mulheres chefes de família monoparentais estão super-representadas em empregos de baixa remuneração, bem como possuem desafios educacionais e de cuidado com as crianças que não frequentaram a escola, especialmente, durante o auge da pandemia.
As famílias de maior poder aquisitivo repassam para o mercado privado a função de cuidar. Muitas vezes, delega-se a responsabilidade às empregadas domésticas, aos cuidadores remunerados, às creches e/ou às instituições residenciais de cuidado, e, ainda que em menor escala, ao Estado.
A família tem sido a instituição mais resistente no apoio a seus membros, muitas vezes se reorganizando para o atendimento das necessidades. É um espaço importante para facilitar as interações entre gerações, seu funcionamento e as transferências. É um espaço de solidariedade, mas também de conflito e disputa entre gêneros e gerações.
Com o aumento da inserção das mulheres nas atividades econômicas, elas deixaram de ser as primeiras responsáveis pelas atividades de cuidados, pois a participação masculina nessa esfera aumentou, acompanhando o crescimento das mulheres no mercado de trabalho.